Minorias religiosas no Irã preocupam comissão norte-americana

| 11/03/2006 - 00:00


Os Estados Unidos devem apressar as tentativas de proteger a liberdade e outros direitos humanos das minorias no Irã.

A Comissão Norte-Americana de Liberdade Internacional (USCIRF, sigla em inglês) convocou a Casa Branca para tomar uma posição a respeito das péssimas condições para as minorias religiosas, mesmo que tenha sido reconhecido que as alternativas políticas da Casa Branca são limitadas.

Concomitantemente, o Irã foi classificado, no dia 1º de março, como o terceiro pior país no quesito de perseguição segundo a lista da Missão Portas Abertas, isso significa dois níveis acima, se comparada à lista feita em 2005, ficando atrás apenas da Coréia do Norte e da Arábia Saudita.

Ameaças feitas por líderes religiosos e políticos, bem como atos violentos e prisões, têm aumentado nos últimos meses, de acordo com a USCIRF. As condições já estavam péssimas antes de Mahmoud Ahmadinejad ter sido eleito presidente do país em agosto passado, mas declarações públicas feitas pelo novo presidente e outros líderes demonstraram indícios piores para os não-muçulmanos no país.

Entre os indícios citados pela USCIRF estão:

- Ahmadinejad pediu uma freada no desenvolvimento do cristianismo no Irã
- O novo presidente e outros líderes negaram que o holocausto tenha ocorrido
- A publicação de folhetos anti-semitas aumentou
- Um líder muçulmano descreveu os não-muçulmanos como "animais pecadores" e "corruptos"
- Um jornal estatal publicou uma série de artigos demonizando a religião Baha´i

Essa seita se constitui na maior religião entre as minorias e não está legalmente reconhecida. Vários líderes dessa religião foram atacados e presos nos últimos meses, e as propriedades foram tomadas ou destruídas, como informa a USCRIF.

"A comissão está alarmada pela crescente freqüência da retórica inflamada em direção às minorias pelo alto escalão do governo iraniano e pelos clérigos". Esse padrão, infelizmente é remanescente da linguagem utilizada pelas autoridades iranianas durante os primeiros anos da revolução islâmica, que precedeu as atrocidades cometidas contra membros de todas as minorias religiosas, em particular a comunidade Baha´i.

O pedido de US$ 75 milhões da administração de Bush para ajudar a democracia no Irã deve incluir fundos para melhorar os direitos humanos, disse a USCIRF. Não existe relação diplomática direta entre os Estados Unidos e o Irã.

O Departamento do Estado Americano designou o Irã como "um dos países preocupação específica", entre os que mais violam os direitos humanos, desde que a lista foi criada, em 1999.

O Fundo Barnabé, um ministério britânico de ajuda à igreja perseguida, chamou os governos e as organizações internacionais para proteger os cristãos que moram em países onde as minorias estão presentes, tal como o Irã. Iniciou-se com a Direito à Justiça, uma campanha que inclui uma petição a ser apresentada aos chefes de governo num esforço de guardar os direitos humanos dos cristãos, especialmente nos países muçulmanos.

A USCRIF pesquisa o status da liberdade religiosa em outros países e fornece relatórios e recomendações ao Congresso e à Casa Branca.


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