Estudante cristã desaparece após ser ameaçada por extremistas

| 21/02/2006 - 00:00


Autoridades fecharam uma escola de enfermagem, em conseqüência de uma suspeita de seqüestro de uma aluna cristã por militantes islâmicos em 10 de fevereiro.

Alunos muçulmanos acusaram Ladi Mohammed, aluna da Escola de Enfermagem e Obstetrícia, na capital do Estado de Sokoto, de blasfêmia contra o profeta Maomé.

Por essa razão, os militantes, que ameaçaram decapitá-la, perseguiram e seqüestraram Ladi assim que ela escapou da escola", disse John Usman, um aluno cristão da instituição.

As autoridades fecharam a escola por motivos de segurança. Eles já tinham expulsado Ladi pelas supostas ameaças.

Alunos militantes muçulmanos distribuíram um panfleto na escola dizendo que Ladi havia feito um "discurso depreciativo e equivocado sobre o Islamismo". Sendo uma cristã Zuru, grupo étnico do estado de Kebbi, Ladi ofendeu os sentimentos dos muçulmanos, disseram os alunos. Já as autoridades não disseram o que ela fez para produzir a cruel ração dos alunos muçulmanos e da liderança da instituição.

Alhaji Abubakar Zaki Amale, representante da Saúde do Estado de Sokoto, confirmou as acusações, a expulsão e o fechamento da escola. O incidente fomentou tensões na escola, com os alunos cristãos vivendo o medo de ser atacados por alunos militantes muçulmanos.

O comissário policial Alhaji Saidu Gaya disse que o comando da polícia destacou tropas para fazerem a segurança da escola. Gaya disse que a escola foi fechada para evitar potenciais conflitos religiosos.

"Graças a Deus, as notíciaschegaram até nós a tempo, e pudemos mobilizar nossos homens para a escola", ele disse. "Haveria muita confusão, caso a escola tivesse permanecido aberta."

Quando perguntado se Ladi estava com a polícia, ele disse: "Ela não está conosco", confirmando o temor dos cristãos da escola de que ela tivesse sido seqüestrada.

O Estado de Sokoto é um dos 12 Estados do Norte da Nigéria que vêm implementando o sistema legal islâmico, a sharia. Em seis anos depois adoção da sharia, o governo do Estado, dirigido pelo governador Atahiru Bafarawa, já islamizou todas as políticas públicas, abrigando aquilo que os analistas chamam de aumento do fundamentalismo islâmico.

Com uma população estimada em 4,2 milhões de pessoas, o Estado de Sokoto tem testemunhado conflitos religiosos que resultam em destruição de igrejas e assassinatos de cristãos. A maioria da população muçulmana é sunita, uma minoria xiita. A cidade de Sokoto é centro do califado, o quartel-general oficial do islamismo no país.


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