Cristãos batistas exigem fim da perseguição a uma família

| 06/01/2006 - 00:00


Um funcionário da administração da cidade de Bobruisk, leste de Belarus, tem administrado uma série de multas à família batista Yermalitsky, que alojam uma igreja em sua casa.

Aleksandr Markachev, o funcionário, disse à agência de notícias Forum 18 que uma casa particular não é o lugar para reuniões religiosas. Os encontros deles são ilegais já que eles se recusam a registrar a igreja, o que é requerido por lei. A congregação, como outras do Conselho Batista de Igrejas, se negou a se registrar junto às autoridades do Estado.

Aleksandr insiste em dizer que a igreja deve cumprir a lei religiosa, que, contra os padrões internacionais de direitos humanos, declara o registro compulsório. Ele também alega que os cultos realizados na casa causam risco de incêndio e problemas de saúde. Aleksandr sugeriu que, se os membros soubessem os riscos que correm, eles não freqüentariam mais a igreja.

Entretanto, Aleksandr negou que as autoridades estão restringindo os direitos dos membros da igreja, insistindo que ele mantém "um relacionamento excelente" com o pastor da igreja, Aleksandr Yermalitsky.

Enquanto se recusava a falar sobre as sucessivas multas impostas à família, Aleksandr insistia no fato de que as autoridades têm o direito de "responsabilizar" a família. Quando indagado se a igreja poderá dar continuidade às reuniões, como foi prometido, Aleksandr disse que mais processos legais seriam inevitáveis. Ele rejeitou absolutamente todas as sugestões de que o direito dos membros da igreja de professarem sua fé livremente está sendo violado, insistindo que algumas igrejas registradas existem lá e, assim, os cristãos poderão continuar seus cultos.

O pastor Yermalitsky se mostrou relutante para falar sobre sua igreja. Vamos levas nossas queixas à procuradoria daqui e ao tribunal", ele contou para o Forum 18. Queremos resolver esses problemas aqui, em casa.

A família Yermalitsky sofre pressão há bastante tempo por sua atividade religiosa. Depois de ter livros confiscados em setembro, o pastor Yermalitsky foi intimado por Aleksandr para uma reunião na administração da cidade, onde insistiram para o pastor registrar a igreja. Os batistas disseram ao Forum 18 que Aleksandr os ameaçou, dizendo que usaria "todos os recursos disponíveis para "fechar" a casa onde a igreja se reúne - que é também onde a família vive.

No dia 21 de novembro, o pastor Yermalitsky foi multado por fundar e liderar uma congregação religiosa não-registrada. Mas no dia 25 do mesmo mês o caso foi cancelado, e dois dias depois os livros confiscados foram devolvidos.

Multas e intimações

Na noite do dia 25 de novembro, enquanto acontecia uma reunião de oração, Aleksandr levou um grupo de novos funcionários e policiais para inspecionar a casa dos Yermalitskys. Os que estavam presentes na reunião foram detidos por uma hora. Três dias depois, a mulher do pastor, Lyudmila, foi intimada pelo Centro de Higiene e de Epidemiologia "para a verificação de condições técnicas. Um representante do Serviço de Emergência visitou a casa no dia seguinte. No dia 1º de dezembro, o porão da casa foi invadido e itens foram roubados.

Aleksandr intimou o pastor Yermalitsky de novo no dia 6 de dezembro para uma reunião. Nela estava Mikhail Kovalevich, ex-chefe da administração da cidade, a quem os batistas acusam de ser "o principal conspirador" da hostilidade que eles têm sofrido. Yermalitsky foi mais uma vez ameaçado, ouvindo que as coisas iriam "acabar mal" para ele se a igreja continuasse a violar a lei.

No outro dia, Aleksandr e cinco funcionários visitaram a casa do pastor novamente, alegando uma "inspeção de incêndio. Quando a família protestou, dizendo que aquela inspeção já havia sido feita no dia 29 de novembro, os funcionários disseram que ela havia sido "insuficiente".

No dia 12 de dezembro, o pastor foi intimado pelo Departamento de Situação de Emergência, onde o inspetor Yuri Migas lhe aplicou uma multa administrativa por permitir que a sua casa fosse reformada para ser usada como lugar de culto sem a aprovação dos planos.

No dia seguinte, o pastor foi intimado pela polícia, onde lhe avisaram de que a igreja deveria ser registrada de acordo com as exigências da lei religiosa. Um policial lhe disse: "Ou você registra a igreja ou ela não vai poder existir nesse endereço".

No dia 27 de dezembro, Lyudmila foi multada por quebrar a lei de encontros religiosos e outros. Os funcionários disseram que lá havia crianças presentes "contra a vontade delas" e "na ausência dos pais" - algo que é proibido pela lei religiosa.

Aleksandr insistiu ao Forum 18 que as nove crianças estavam presentes sem seus pais durante o culto invadido em 25 de novembro. Mas, ao ser perguntado se elas estavam lá sem o conhecimento de seus pais e contra a vontade delas, ele não respondeu.

Os membros da igreja afirmam que "carros suspeitos" estão quase sempre em frente à casa. No dia 1º de janeiro, eles pediram para que a congregação deles possa se reunir livremente, para que a "perseguição" à família Yermalitsky terminasse e para que as multas fossem canceladas.


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