Comerciantes cristãos sofrem batida policial e são presos

| 08/01/2006 - 00:00


A agência de notícias Release Eritrea foi informada por fontes em Asmara que, nos últimos dias de 2005, o governo do país conduziu uma série de ataques a negócios dirigidos por cristãos evangélicos, prendendo os donos e os funcionários. Os estabelecimentos também foram fechados.

Entre os comércios atacados estão: a loja de música Roma; o estúdio fotográfico Beilul (onde o dono e os funcionários foram levados sob custódia), a fábrica de sapatos Gazzella (cujo dono, Yemane, e seus funcionários são cristãos e também estão sob custódia); e o estúdio fotográfico Asier (onde o dono Joseph e 10 funcionários foram presos)

Há informações de que muitas outras pessoas, incluindo Berhane - diretor de assuntos industriais - estão desaparecidas. Berhane estava trabalhando no Ministério da Indústria e Comércio na hora em que desapareceu. As fontes da Release Eritrea indicaram que muitas pessoas desapareceram de suas casas, locais de trabalho e ruas. Estima-se que umas 150 pessoas teriam sido vítimas dessa última ação contra os cristãos eritreus. Uma fonte próxima de muitos presos afirmou: "No Natal, muitas pessoas celebram em liberdade o nascimento de Jesus Cristo, em diferentes igrejas em torno do mundo. Mas para a comunidade cristã da Eritréia, esse é um dia sombrio".

O pastor Georgo - um dos poucos pastores da Igreja do Evangelho Pleno, já que muitos foram presos ao longo de dois anos - acabou sendo detido também. Essa última onda de prisões aconteceu depois da detenção de vinte pessoas de uma área conhecida como Bar jimma, no começo de dezembro. Os cristãos eritreus pediram à Release Eritrea para informar o mundo sobre o que está acontecendo. Tal sentimento foi expresso por um irmão que nos disse: "Deixe o mundo saber o que está acontecendo nessa nação sufocada, sem imprensa e democracia. Muitas famílias estão em perigo. Por favor, ore por nós".

Em setembro a Eritréia se tornou o primeiro país a sofrer sanções aplicadas pela lei de liberdade religiosa dos EUA, quando o Departamento de Estado americano notificou o congresso de que a Secretaria de Estado havia suspendido a exportação comercial de artigos de defesa para a Eritréia. Esse é também o caso de muitas organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, que salientaram suas preocupações com as condições deterioradas dos direitos humanos, incluindo a liberdade religiosa, na Eritréia.


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