Cristãos enfrentam violência e discriminação no Sri Lanka

| 05/01/2006 - 00:00


Os cristãos de uma igreja no Sri Lanka tiveram seu culto de Natal interrompido pela violência de um bando.

Nesse dia, um grupo de cerca de 30 pessoas abordou os membros da Igreja do Reavivamento do Rei em Alawwa, distrito de Kurunegala, centro-oeste do Sri Lanka. O grupo ameaçou o pastor e ordenou que a congregação não participasse mais do culto. Eles disseram ao pastor para não realizar o culto de Natal, dizendo que eles poderiam atacar outra vez no Ano Novo.

Muitos participantes do culto fugiram, de acordo com um relatório feito pela Aliança Evangélica Cristã Nacional do Sri Lanka. Aqueles que permaneceram no templo foram espancados. Um homem e três mulheres foram feridos - o homem foi levado ao hospital para receber tratamento médico. Uma das mulheres estava grávida.

O acontecido foi relatado duas vezes à polícia, uma no dia 25 de dezembro e outra no dia 28, mas não foi tomada qualquer atitude para deter os agressores. Apenas no dia 29 de dezembro a polícia deteve algumas pessoas para interrogatório.

Em outro incidente na manhã de Natal, Joseph Pararajasingham - um importante tamil (povo que fala a língua tamil e que vive no estado de Tamil Nadu no sul da Índia; região norte e leste do Sri Lanka; na Malásia e em Cingapura) - primeiro-ministro do partido Aliança Nacional Tamil, foi morto a tiros enquanto participava de um culto de Natal na catedral Santa Ana em Batticaloa (província oriental).

Outro caso aconteceu cinco dias antes do Natal, quando a família de Karunaratne, um cristão falecido, não pôde enterrá-lo no cemitério público. Os budistas de lá disseram à família que ele não poderia ser enterrado no cemitério porque ele havia sido cristão. A polícia e as autoridades intervieram por fim, e o enterro foi realizado. A recusa inicial é um exemplo da contínua discriminação aos cristãos no Sri Lanka.

O diretor executivo da Christian Solidarity Worldwide, Mervyn Thomas, disse: "Ficamos admirados com o fato de que essas comunidades cristãs não puderam celebrar nem o Natal em paz. Também ficamos boquiabertos com a família que não pode enterrar o seu morto simplesmente porque ele havia sido cristão. Agradecemos às autoridades por terem interferido a fim de manter a lei, mas gostaríamos de pedir a todos os integrantes do governo do Sri Lankan para agir de modo a assegurar a proteção para os cristãos, direitos iguais e liberdade religiosa para todos. Pedimos às autoridades que levem os perpetradores da violência à justiça, e para fazer tudo o que for possível para eliminar o extremismo e a intolerância".


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