Papa fala sobre liberdade religiosa

| 08/12/2005 - 00:00


Bento XVI denunciou no último domingo que a liberdade religiosa "está longe de ser garantida", seja por motivos religiosos, ideológicos, políticos ou pelo relativismo dominante. O pontífice fez esta constatação junto a milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano. Sua denúncia, como ele mesmo declarou, acontece quarenta anos depois da publicação da declaração do Concílio Vaticano II "Dignitatis humanae", consagrada à liberdade religiosa.

Este direito humano fundamental, declarou, fundamenta-se na "singular dignidade do homem que, entre todas as criaturas desta terra, é a única capaz de estabelecer uma relação livre e consciente com seu Criador". O Vaticano II, declarou o bispo de Roma, "reafirma a doutrina tradicional católica, segundo a qual o homem, enquanto criatura espiritual, pode conhecer a verdade e, portanto, tem o dever e o direito de buscá-la".

"O Concílio insiste amplamente na liberdade religiosa, que deve ser garantida tanto aos indivíduos como às comunidades, no respeito das legítimas exigências da ordem pública", prosseguiu. Este ensino conciliar, depois de quarenta anos, "continua sendo de grande atualidade", reconheceu. "De fato, a liberdade religiosa está longe de ser garantida em todas as partes". O Papa não quis mencionar nomes de países nos quais se viola a liberdade religiosa.

"Em alguns casos, nega-se por motivos religiosos ou ideológicos; outras vezes, ainda sendo reconhecida de forma escrita, é barrada na prática pelo poder político ou, de forma mais destacada, pelo predomínio cultural do agnosticismo e do relativismo". O Papa pediu o compromisso de todos "para que todo ser humano possa realizar plenamente a vocação religiosa que leva inscrita em seu próprio ser".


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