Bispo denuncia discriminação de católicos

| 05/12/2005 - 00:00


O bispo de Banja Luka, dom Franjo Komarica, denunciou que as ações da comunidade internacional a favor da Bósnia-Herzegovina discriminam a população católica impedindo seu retorno. Até agora, as instituições internacionais estão premiando os injustos e castigando os desavantajados. Com suas ações, a comunidade internacional, incluindo a União Européia, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e a Alta Comissão das Nações Unidas para Refugiados, impediu e continua impedindo o retorno de croatas católicos à Bósnia, 10 anos depois do tratado Dayton com o que terminou a guerra na ex-Iugoslávia, acrescentou o bispo na sede a organização Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

As autoridades locais também utilizam táticas de obstrução para prevenir que nossa gente retorne a sua terra natal. Enquanto que 67% dos 820 mil católicos do país foram expulsos, só 13% retornaram até o dia de hoje, afirmou o religioso. Ele fez um chamado a superar a injustiça reinante e a discriminação. Por que não somos tratados como seres humanos? Por que não desfrutamos dos direitos humanos, incluindo o direito a existir, de viver a nossa própria cultura, identidade, terra e linguagem?, questionou.

Devemos falar contra a hipocrisia", prosseguiu. "Deixem que Milosevic e Karadzic não sejam castigados se é que querem aprovar os resultados de suas ações: o estabelecimento da República Sérvia e a Federação Croata Muçulmana na Bósnia-Herzegovina. Os representantes da comunidade internacional parecem se fazer de surdos e ter um coração de pedra. Só trabalham em meu país por seu benefício pessoal. Como Bispo, tenho que estar com minha gente. Devo compartilhar a carga dos perseguidos e discriminados, sejam eles quem forem. Espero que as instituições internacionais atuem com mais unidade, credibilidade e justiça ao implementar a lei internacional, acrescentou. O Bispo pediu ao AIS para ser porta-voz da Igreja que sofre na Bósnia-Herzegovina e questionar a credibilidade da comunidade internacional e seus representantes. Ele acrescentou: Precisamos de sua ajuda espiritual e material. Mas o que mais precisamos é todo o apoio político possível para nossa causa justa, concluiu.


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