Ativistas de direitos humanos denunciam condições na Coréia do Norte

| 10/11/2005 - 00:00


Três dentre cada quatro desertores da Coréia do Norte que vivem em Seul dizem ter testemunhado execuções públicas em sua pátria comunista, de acordo com uma pesquisa recente feita por um corpo de direitos humanos dirigido pelo governo da Coréia do Sul.

De acordo com uma análise feita por um correspondente da United Press International (UPI), ativistas de direitos humanos dizem que a pesquisa mostra como as execuções públicas eram corruptas na Coréia do Norte, apesar do país negar abusos aos direitos humanos. Eles pedem que o mundo focalize sua atenção nas condições humanitárias na Coréia do Norte.

A UPI relatou que a pesquisa também mostrava que 64 desertores norte-coreano testemunharam a morte de seus próximos por fome. A maioria deles deixou sua pátria comunista devido à pobreza e repressão.

A pesquisa também mostrou que eles atravessaram os rios nas fronteiras com a China e a Rússia esperando, ao fim, ir à Coréia do Sul. De acordo com a UPI, acredita-se que mais de 300 mil norte-coreano pedindo asilos estejam escondidos na China e na Rússia, com esperanças de chegar na Coréia do Sul para restabelecimento.

A UPI citou um grupo de direitos humanos que diz: "As condições dos direitos humanos na Coréia do Norte parecem ter melhorado um pouco nos últimos anos, em comparação com o período de crise no fim da década de 1990, mas ainda continua precária".

A reportagem foi feita depois que os registros de direitos humanos da Coréia do Norte estão recebendo mais atenção, particularmente depois que o presidente George W. Bush se reuniu com o escritor e desertor Kang Chol-hwan na Casa Branca em junho.

A União Européia (UE) espera submeter uma resolução exigindo que a Coréia do Norte apresente seus registros de direitos humanos à sessão da Assembléia Geral da ONU no começo deste mês.

O rascunho da resolução da União Européia expressa uma "séria preocupação" com as violações dos direitos humanos na Coréia do Norte, o tratamento cruel de prisioneiros políticos e a punição de refugiados, entre outras coisas.

Texto enviado por Daila Fanny.


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