Pressão internacional acelera libertação de líderes detidos

| 27/10/2005 - 00:00


Uma agência que monitora a perseguição na China informou que 50 líderes protestantes detidos na China foram libertados pelas autoridades depois da intervenção de oficiais dos Estados Unidos.

A China Aid Association (CAA - Associação de Ajuda à China) disse na sexta-feira que "A libertação foi ordenada pelo governo central da China, devido ao aumento da pressão internacional nesse caso". A prisão dos 50 líderes protestantes foi denunciada pela CAA em 20 de outubro.

De acordo com a associação, os líderes participavam de um retiro na vila Gougezhuang, no condado de Laishui, província de Hebei. No dia 20 de outubro, por volta das 16 horas, o Bureau de Segurança Pública (PSB) e os oficiais de assuntos religiosos da cidade de Baoding prenderam os líderes. O retiro, que reunia líderes de igrejas domésticas independentes de mais de 20 províncias, foi planejado para discutir a melhor forma de ajudar a população pobre, órfã e desamparada das áreas urbanas.

Depois da detenção, o CAA, a mídia religiosa e a secular noticiaram o incidente, motivando a reação dos oficiais dos EUA.

De acordo com a notícia do CAA, o congressista republicano Chris Smith, entrou em contato com o Departamento de Estado, exigindo uma ação para libertar a liderança da igreja.

A associação crê que a pressão dos oficiais dos EUA foi o fator principal que levou à libertação imediata dos cristãos detidos.

"A soltura quase imediata desses líderes eclesiásticos é, decerto, um passo bem-vindo na direção correta", disse Bob Fu, presidente da CAA. A prisão arbitrária de cidadãos inocentes e a detenção ilegal são contraditórias às normas internacionais de direitos humanos. As autoridades que abusam de seu poder ao espancar pessoas inocentes deve ser responsabilizadas.

De acordo com a associação, uma cristã entre os detidos - Dai Hong, de 35 anos - foi espancada pelo PSB no momento da detenção e durante o interrogatório.

Enquanto era colhida a impressão digital de todos os líderes, que também foram forçados a escrever seus nomes e RGs, Dai recebeu ordens para ver os RGs da polícia antes de fornecer o seu. Embora esse pedido esteja de acordo com a lei chinesa, Dai disse - conforme a reportagem - que fora levada a uma outra sala e espancada por dois policiais.

A agência acrescentou que uma câmera digital, um celular e dinheiro também foram confiscados sem o recibo da polícia.

"O governo chinês está atacando sistematicamente o movimento de igrejas domésticas na China, comentou Bob, dizendo que "nenhum incidente desse tipo deveria acontecer de novo antes da visita do presidente Bush à China no mês que vem".

Durante os anos, com a rápida ascensão do movimento de igrejas domésticas, o governo chinês estreitou a lei religiosa e organizou ataques para suprimir as atividades cristãs.

"Pedimos à comunidade internacional para pressionar o governo chinês, a fim de proteger a liberdade religiosa e outros direitos humanos", Bob afirmou.

Espera-se que o presidente dos Estados Unidos viste Pequim em 19 de novembro deste ano.

Texto enviado por Daila Fanny.


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