Escola cristã enfrenta ameaças de destruição

| 05/10/2005 - 00:00


Centenas de muçulmanos investiram contra as obras de uma escola, propriedade de uma fundação cristã, ameaçando destruí-la assim que estivesse pronta. Os homens são de três grupos islâmicos diferentes. Eles se reuniram em Cikampek (65 quilômetros ao sudeste de Jacarta) depois das orações de sexta-feira, em 23 de setembro.

Ustadz Akhmad Zaenudin, presidente da Frente de Defesa Islâmica em Karawang, fez um pronunciamento público, declarando que os protestos não cessariam porque "a escola seria uma forma de proselitismo". Junto com os líderes dos outros dois grupos - Rede de Defensores do Islamismo e Movimento Muçulmano - Akhmad falou de um palanque improvisado em um caminhão. Os líderes declararam ódio não aos cristãos, mas ao proselitismo.

A escola é um projeto da Fundação Abdi Karya (Yadika), criada pelo cristão Raja Darianus Lungguk Sitorus.
Em 29 de setembro, um folheto distribuído na região dizia que a comunidade local se opusera ao Yadika  desde o início, e convocava todos os muçulmanos de Cikampek a se reunirem em uma "grande eleição contra o proselitismo". A Fundação foi obrigada a interromper a obra em 2004, por causa dos atos contínuos de vandalismo e da violência contra seus líderes. Em um desses ataques, um grupo de muçulmanos da vizinhança assaltou os manifestantes. Yanto Pribadi, um deles, morreu no hospital para onde foi levado, depois de ser atingido na cabeça por um pedaço de madeira.

O folheto afirmava que houve uma explícita oposição local quando o Movimento Muçulmano de Cikampek convenceu o chefe do distrito de Karawang a retirar o aval para a construção da escola. Também estava escrito que Yadika retomou a obra, com o nome de Fundação Panca Moral (as cinco morais) depois que uma corte administrativa sentenciou contra esse chefe. "Não se importaram com a dor dos muçulmanos pela morte do mártir Yanto Pribadi. Eles nos afrontaram".

A Fundação foi acusada de subornar o governo, políticos e ONGs para defendê-la. Um porta-voz dos líderes do protesto alertou: "Estamos prontos para lutar contra o edifício e para morrer defendendo nossa terra. Se o Yadika não demolir o prédio, nós faremos isso". Wens Sitorus, presidente do departamento de educação do Yadika, disse que ninguém tem a menor intenção de fazer proselitismo. O Yadika já tem escolas em diversas localidades do país, como em Bekasi e Bogor, nas vizinhanças de Jacarta, e Wens desafiou-os a encontrar "qualquer indício de proselitismo lá".

Wens afirmou que o prédio inacabado é propriedade do Yadika e que o chefe do distrito deseja manter a escola como um bem educacional para a comunidade local. Para tanto, ele tem persuadido Yadika a vendê-la apara a Fundação Pamor, pertencente a Mien Sugandi, ex-ministro do estado, e a Suyono, ex-secretário geral do comitê de defesa e segurança.

Wens acha que os ataques estariam fundamentados em um medo de competição. "Talvez eles pensem que as escolas de nível fundamental e ensino médio que queremos construir retirariam os alunos das escolas deles. Mas isso não seria verdadeiro porque a mensalidade que cobramos é o dobro da média. Nosso ensino é para aqueles que desejam uma maior qualificação".

Texto enviado por Daila Fanny.


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