Liberdade religiosa ameaçada em todo o mundo

| 02/07/2005 - 00:00


A Fundação "Ajuda à Igreja que Sofre" (AIS) apresentou em Roma o relatório de 2005 sobre a liberdade religiosa no mundo, no qual revela que esse direito está ameaçado um pouco por todo o globo, desde a China à Turquia, da Nigéria a Cuba, passando também pela França, Espanha e Suécia, O documento denúncia episódios de intolerância "étnico-religiosa", relações tensas entre governos e Igrejas, "tendências laicistas", mas apresenta também exemplos positivos de convivência entre as várias religiões e iniciativas legislativas que tutelam "a liberdade de culto".

O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo é uma obra obrigatória para se compreender a realidade político-religiosa em todo o planeta. O livro permite avaliar as situações de conflito, ameaça e supressão da liberdade religiosa em vários países dos cinco continentes, da Albânia a Vatanu. A nova publicação foi apresentada à imprensa na Câmara dos deputados italianos, com a presença do Cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.

O Relatório 2005 funda-se sobre informações diretas, testemunhos, documentos oficiais, artigos de imprensa e informações fornecidas pelas organizações de defesa dos direitos humanos. A situação na China é classificada como "extremamente grave", sendo considerada "grave" em países como a Nigéria, Uganda, Colômbia e Cuba. A Turquia é acusada de não respeitar suficientemente as minorias religiosas quanto à Espanha aponta-se a "degradação" das relações entre a Igreja Católica e o Estado, após a vitória do PSOE.

A França é denunciada por "abordagens laicistas por parte da República nas suas relações com grupos e manifestações religiosos" e a Suécia é criticada pelo caso do pastor protestante Aake Green, preso durante 30 dias por se ter manifestado contrário às uniões homossexuais. Sobre a Europa diz-se ainda que, 15 anos depois da queda do império soviético, o ateísmo não deixou de crescer, apresentando como caso emblemático a Bielorússia, "onde o controle estrito do Estado sobre qualquer expressão de culto tende a sufocar o sentimento religioso da população". A AIS aponta ainda o dedo às "perseguições" conta os denominados "infiéis" no Irão, Paquistão e Arábia Saudita.

AIS Criada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre é uma organização universal, dependente da Santa Sé, que apóia projetos pastorais em cerca de 130 países onde a Igreja se encontra em dificuldades. A defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa, bem como a denúncia dos totalitarismos, do fanatismo religioso, a multiplicação das seitas e a falta de sacerdotes são, entre outras questões, as áreas atuais de ação da organização. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre divulga informação cristã, em colaboração com os meios de comunicação social, através da impressão e distribuição de literatura religiosa e da publicação e divulgação de relatórios sobre a Igreja perseguida.


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