Estudantes expulsos por evangelismo entram com ação contra universidad

| 17/06/2005 - 00:00


Três estudantes expulsos por evangelismo em novembro passado alegam que seus direitos fundamentais como cristãos foram violados pelas autoridades da Universidade Abubakar Tafawa Balewa, em Bauchi, cidade ao norte do país.

Abraham Adamu Misal, Habakkuk Solomon, e Hannatu Haruna Alkali entraram com uma ação contra a universidade perante a Suprema Corte Federal, em Joz. Os três eram estudantes de engenharia elétrica, engenharia química e biologia, respectivamente, até novembro passado, quando foram expulsos por evangelizar os estudantes muçulmanos. O caso entre os três cristãos e as autoridades da universidade foi à corte no dia 12 de maio.

Emmanuel Danboyi, advogado de defesa dos estudantes, entrou com uma declaração de reivindicação dizendo que a expulsão foi uma violência brutal aos direitos fundamentais dos estudantes como cristãos, que também sofrem perseguição.

De acordo com Danboyi, o comitê disciplinar da universidade que investigou o caso foi tendencioso, pois havia dez muçulmanos contra somente um cristão no comitê. Ele disse que isso contribuiu para que o comitê acusasse injustamente os estudantes de blasfêmia contra o profeta Maomé, gerando uma situação em que os cristãos acabaram sendo expulsos e uma sentença de morte foi passada a eles pelos muçulmanos da instituição.

"Os muçulmanos que fazem parte do comitê são maioria e eles foram tendenciosos e injustos na investigação, agindo como acusadores, promotores e juízes na questão", disse o advogado de defesa à corte.

Depois que os três foram expulsos, os estudantes muçulmanos atacaram os estudantes cristãos na universidade, matando um líder cristão no dia oito de dezembro do ano passado. A universidade foi fechada. Em janeiro, os militantes muçulmanos pronunciaram sentença de morte contra os estudantes expulsos, e as famílias deles foram atacadas no dia 26 de janeiro. A universidade foi reaberta no dia 28 de fevereiro sob máxima segurança e sem cumprir as exigências dos líderes que buscaram recolocar os cristãos expulsos.

Danboyi pediu à corte para declarar que "a recomendação do comitê disciplinar contido em seu relatório assinado pelo Professor Aliyu é nula e sem qualquer efeito, e que isso foi feito em violação dos direitos constitucionais em audiência".

Os estudantes cristãos também estão pedindo à corte para retirar a expulsão.

As autoridades da universidade, através de um advogado, Mahmood Sanda, pediram à corte para recusar as reivindicações dos três estudantes já que o processo não foi feito dentro do período permitido pela lei. Entretanto, Danboyi provou perante a coorte que o caso foi feito dentro do prazo exigido pela lei. O juiz Charles Efanga Archibong, da Suprema Corte Federal de Jos, enviou declaração de que a corte irá proceder para que o caso seja revisto.

A corte começou a audiência no dia 6 de junho com o testemunho de Alkali. A audiência continuará no dia seis de julho.


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