País prende mais 31 cristãos

| 24/02/2005 - 00:00


Outros 31 cristãos da Eritréia foram presos pela polícia em cidades do norte da capital Asmara, nos últimos 10 dias. A última varredura policial trouxe o total de 187 presos por atividades cristãs "ilegais" na Eritréia, desde o começo de janeiro.

Quatorze membros da igreja de Kale Hiwot em Adi-Tekelzan, a 20 milhas ao norte de Asmara, foram apreendidos em 04 de fevereiro, durante um estudo bíblico na casa do pastor deles, identificado apenas como Irmão Isak. Todos os 14 foram presos pela polícia local e até a última informação eles permaneciam presos na delegacia da cidade.
 
No dia anterior, o professor da faculdade de agricultura da Universidade da Eritréia, Senere Zaid, foi preso na 4ª delegacia de Asmara. Oficiais da polícia local tinham montado uma busca a Zaid, por duas semanas, depois que acharam o nome dele num contrato de aluguel de um serviço usado para culto, pelo Grupo Renascer de Kidane Mehrete.
 
Zaid foi um dos líderes da Renascer que eventualmente deixou a Igreja Ortodoxa Kidane Mehrete há sete anos atrás depois das diferentes doutrinas. Ele e a congregação estão agora como parte da Igreja do Deus Vivo.

Depois de um frustrado ataque policial a um de seus lugares de encontro, Zaid se escondeu para evitar ser preso. O professor não tinha estado presente na reunião- alvo, que tinha sido interrompida antes da chegada policial. Mas as autoridades logo descobriram que o serviço era alugado no nome de Zaid.

Quando Zaid decidiu ir por ele mesmo ao comando policial, em 03 de fevereiro, ele foi imediatamente preso na delegacia de Asmara. Zaid é casado e tem dois filhos.

No último sábado, 15 mulheres cristãs reunidas em uma casa particular para orarem, foram presas  e levadas para a delegacia  em Keren,  a  terceira maior cidade da Eritréia, 40 milhas a noroeste de Asmara.
 
"Todas as irmãs expostas a prisão e insultos pelas autoridades em Keren estavam reunidas simplesmente com o propósito de orar, não algum propósito político", confirmou uma  das colegas delas.

Nenhuma denúncia foi registrada contra elas desde o dia 12 de fevereiro, embora parentes que perguntam sobre isso na delegacia de Keren disseram que as mulheres foram "engajadas em atividades que o governo não aprovou". Autoridades locais estão procurando informantes para divulgar detalhes de alguns conhecidos encontros de cristãos evangélicos, que são descritos como "uma ameaça à segurança nacional.

Enquanto isso, Compass tem documentado a prisão de um médico em Keren durante a última semana de janeiro. O médico foi transferido agora para um confinamento militar no campo militar de Mai-Serwa.

Dr. Segid foi preso enquanto visitava uma mulher cristã na casa dela. Embora a mulher também tenha sido presa, ela, dois dias depois, assinou um compromisso de não participar em nenhuma atividade cristã não-oficial.
 
Três bem conhecidos pastores protestantes estão presos desde maio de 2004 pelo governo da Eritréia, que recusa confirmar os locais deles ou permitir alguém visitá-los. Muitas centenas de crentes evangélicos protestantes, muitos dos soldados deles pegos cultuando durante o serviço de atividade militar também permanecem presos por recusarem negar sua fé.

O governo da Eritréia fechou as igrejas protestantes independentes do país em maio de 2002, declarando o lugar de culto delas ilegal e proibindo cultos em casa. Os grupos banidos incluem as congregações Pentecostal indígena e a Carismática, bem como Adventista, Presbiteriana, Assembléia de Deus e Metodistas. As seitas Bahai e Testemunhas de Jeová são alvos constantes.

Indivíduos e grupos pegos orando, estudando a Bíblia e cultuando fora das quatro religiões reconhecidas como "oficiais" (Cristã Ortodoxa, Católica, Luterana ou Muçulmana) continuam sendo presos e torturados, freqüentemente encarcerados em recipientes de navegação de metal ou em celas clandestinas.

Apesar das investigações detalhadas feitas nos últimos dois anos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, Anistia Internacional e muitos outros governos europeus, a Eritréia nega categoricamente que qualquer violação da liberdade religiosa está sendo feita dentro do país.


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