Igreja luterana exige esclarecimento de assassinato e roubo na univers

| 15/02/2005 - 00:00


Condenamos energicamente o saque dos bens da Universidade Luterana Salvadorenha e o assassinato de nosso irmão Manuel Martínez. Exigimos o pronto esclarecimento dos fatos e a captura e processo dos autores materiais e intelectuais dos mesmos, diz nota da Igreja Luterana Salvadorenha, lida pelo bispo Medardo Gómez em coletiva de imprensa.

No sábado, 29 de janeiro, o guarda zelador da Universidade, Manuel Martínez, foi torturado, morto e dependurado em árvore. O crime, sucedido de roubo de equipamentos da escola, tem similitude aos crimes perpetrados pelos esquadrões da morte durante a guerra civil em El Salvador.

A polícia e o ministério público continuam as investigações, mas as pessoas presas, suspeitas de terem relação com o crime e roubo, foram soltas na segunda-feira, pois não surgiram provas que as incriminasse.

As investigações relacionam o caso com a morte de um ex-policial, que teria sido assassinado pela quadrilha que atacou a Universidade. Suspeita-se que mataram o guarda zelador porque ele era testemunha chave do fato.

A Igreja Luterana Salvadorenha ratificou, em seu pronunciamento, o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e livre, no marco da convivência civilizada em El Salvador.

Lembrou que a Comunhão Luterana sofreu ameaças, atentados e assassinatos por ser fiel ao ideal de Jesus Cristo. Mencionou o seqüestro do bispo Medardo Gómez por esquadrão da morte e o assassinato do reverendo David Fernández, em 1984.

A lista de atentados continua, a exemplo do praticado contra a comunidade Fé e Esperança, em Nejapa, em 1987, o ato terrorista e a invasão da igreja La Ressurrección, em 1988, e o assassinato dos padres jesuítas, em 16 de novembro de 1989, e a invasão da igreja La Ressurrección.

A nota destacou, ainda, a prisão de pastores nacionais e estrangeiros, e as ameaças de colocação de bomba, em março de 2004, no escritório do bispado luterano salvadorenho durante campanha à presidência da república.

Requeremos que haja uma profunda investigação dos fatos e que a comunidade tenha acesso a uma informação veraz e completa, de modo que o povo conte com os elementos necessários para estabelecer seu próprio juízo, consciente e responsável, superando qualquer tentativa de confusão ou manipulação, diz a declaração da Igreja Luterana.


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