Ameaças aos cristãos

| 23/11/2004 - 00:00


O Reverendo Benjamin Ojwang, bispo da Diocese de Kitgum da Igreja de Uganda, esteve em Lagos, Nigéria, para a Conferência de Bispos Anglicanos da África. Em maio, ele foi seqüestrado por rebeldes do Exército de Resistência do Senhor (ERS) e quase morreu. Ele falou à CompassDirect no domingo dia 31 de outubro um pouco antes de retornar ao seu país.

"Eu vi mais de vinte combatentes entrando em minha casa de uma só vez", disse ele". "O líder dos rebeldes gritou aos seus camaradas, amarre-o, ele é um bispo e não vamos deixa-lo escapar". Eles saquearam o campo do bispo e levaram-no em cativo no meio da mata.

"Alguns deles me levaram junto com a minha família mandando que ficássemos próximo a floresta. De lá, recebemos ordens de ficar sentados enquanto outros seqüestradores, incluindo membros da minha família, voltaram apara se juntar aos outros que estavam saqueando nossos pertences". Na floresta, o bispo ouviu um dos chefes dizer: "Ainda não é hora de incomodar o bispo".

O bispo confessou, "Isso fez-me sentir paralisado. Eu imaginei que minha hora de ir tinha chegado. Então eu orei toda a sorte de oração - pedindo perdão e entregando minha alma nas mãos de Deus".

Ojwang tinha bons motivos para ficar com medo. O ERS tem atacado comboios militares e missões católicas em seus quinze anos de conflito para dominar o governo. O líder do ERS, Joseph Kony, conduz uma campanha de limpeza, matando, mutilando, e estuprando civis, incluindo bebês e idosos, por não apoiar a causa.

Quando o bispo já tinha perdido suas esperanças, foi ai que entrou a intervenção de Deus. O homem responsável em ficar de olho no bispo foi morto pelas forças do governo. Assim, ele conseguiu escapar. Depois de uma noite na mata, membros da igreja vieram procurá-lo pela manhã e encontram-no são e salvo.

"Esse tipo de experiência não é novidade na história de nossa igreja, especialmente aos fiéis. Portanto, eu me sinto encorajado, fortalecido e capacitado a servir ao Senhor e ao meu povo sofredor na Diocese de Kitgum", disse ele.

"Muitos têm pedido para eu deixar a Kitgum para um lugar mais seguro como Kampala, capital do país. Mas a minha presença é a esperança para toda a população".

Para cuidar dos problemas vindo das vítimas de experiências semelhantes a que ele teve, Ojwang criou a Fundação Bispo Ojwang, através da qual ele espera ter amigos de todas as partes do mundo para contribuir, assim, ele pode cuidar das vítimas de conflitos no continente africano.


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