O sangue dos mártires é a semente do Evangelho

| 22/11/2004 - 00:00


Durante uma conferência,  Michael Sokiri Lugor, bispo anglicano do Sudão, falou com a CompassDirect sobre o estado da igreja em seu país.

"Não há dúvida que muitos cristãos foram mortos em nosso país. Mas eles têm aceitado isso como a cruz que tem que ser carregada. Da perseguição que enfrentamos no Sudão, fica claro que o sangue dos mártires é a semente do Evangelho".

Ele acredita que o que tem intensificado a perseguição aos cristãos no Sudão foi a introdução em 1983 do sistema legal islâmico pelo governo do General Jaafar Nimery, um muçulmano.

Michael disse que eles têm visto a "devastação e a diminuição da população cristã. Temos testemunhado a violência. O choro das mães está se transformando em canções familiares entre os cristãos sudaneses. Maridos estão sendo assassinados, crianças mortas, e mães executadas".

"Desde a destruição causada pela guerra civil, que emergiu em 1983, os cristãos passaram a ser afetados com isso. A guerra causou muito sofrimento. O país possui mais de nove milhões de refugiados pela África, enquanto que mais de quatro milhões estão sendo substituídos no país. Um número considerável tem seus braços e pernas amputadas. Alguns têm olhos arrancados. As crianças têm passado por experiências amargas de subnutrição e o número de estupros é grande".

De acordo com o bispo, o sul passou a ser uma zona militarizada há 49 anos. Essa situação, segundo ele, foi causada pelo desejo dos muçulmanos do país em islamisar cristãos à força.

A boa nova é que, diz ele, a perseguição a cristãos nesse país tem despertado a união entre eles e o Evangelho está sendo pregado. "É por isso que te falei que o sangue dos mártires é a semente do Evangelho".

Por causa da expansão da Palavra de Deus, a igreja anglicana no Sudão possui cerca de cinco milhões de membros com 24 bispos. Ao todo, ele diz que os cristãos constituem um terço da população de trinta milhões.

"O cristianismo foi introduzido no Sudão pela Church Missionary Society há cem anos mais ou menos. Desde então, tem havido um progresso estável, especialmente no sul. No momento, temos cerca de 24 bispos no país. Essa é uma medida de fortalecer a igreja", disse ele.

Entretanto,  Michael diz, "Existe um problema. Não estamos conseguido entrar na região norte (de predominância islâmica). Esse é o desafio que enfrentamos".


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