Punido por não esconder sua fé

| 23/10/2004 - 00:00


Um professor de balé da cidade de Pavlodar, nordeste do país, protestou por acusações criminais que ele tem passado, depois de abertamente dizer aos pais de seus estudantes que ele é cristão. Ele disse isso numa tentativa de se proteger das acusações de proselitismo. "Meu único crime é de não esconder a minha fé", disse Vladislav Polskikh ao Forum18, em Pavlodar, no dia 13 de outubro. "É verdade que eu passei lições com palavras como Com a ajuda de Deus e se despediu dos alunos com a frase Deus esteja com você. Quando eu descobri que alguns dos pais estavam insatisfeitos com o fato de eu ser cristão, eu pedi a eles para assinarem um formulário como forma de segurança, mas eu obtive exatamente o resultado contrário disso".

A polícia secreta KNB em Pavlodar, lançou o caso contra Polskikh de acordo com o código criminal 141 (violando a lei da igualdade de direitos), que isso acarreta em uma multa ou prisão de até dois anos. Ninel Fokina, chefe do Almaty Helsinki Committee, disse ao Forum18 no dia 11 de outubro, que a forma com que ele pediu aos pais para preencher o formulário foi o motivo ostensivo de levar o caso a justiça: "Eu confio meus filhos a um professor. Eu sei da sua crença e eu não me oponho ao uso de qualquer expressão ou imagem ligada à sua fé durante as aulas".

O caso contra o professor chegou até a administração de relações internas da região. O Forum18 não conseguiu entrar em contato com Lazat Jozenbayeva, investigador do caso no escritório da promotoria regional pública, para descobrir o motivo de ter chegado a esse ponto. Durante os dias 13, 14 e 15 de outubro, ninguém atendeu telefone em seu escritório.

O lançamento da declaração da KNB sobre o caso nem tenta esconder a hostilidade da polícia secreta na atividade da igreja de Polskikhm, o centro missionário da Graça Cristã. "No curso de uma investigação", declara, "foi estabelecido que V E Polsjijh, como Secretário Geral da Federação de Dança do Cazaquistão e chefe da associação pública Prestige, levou vantagem de sua posição na organização, e sua influência e autoridade entre as crianças e adolescentes no clube abaixo dos dezoito anos.. e os incitou em atividades da sua igreja tanto durante como fora dos horários das aulas, sem um aviso dos pais de possíveis mudanças negativas no comportamento deles, ligado com a corrupção da interpretação dos objetivos do eventos e da adoção de certos valores de vida".

A polícia secreta alegou que, em resposta às tentativas dos pais de impedir sua "atividade ilegal", Polskikh "emitiu um ultimato e solicitou aos pais assinarem uma declaração direcionada a ele mesmo que ele tinha preparado antecipadamente, declarando que eles estavam cientes dos valores religiosos do professor, não tendo nenhuma oposição quanto a isso durante as aulas". A polícia secreta diz que Polskikh os ameaçou de interromper as aulas das crianças cujos pais recusassem a assinar. A KNB também alega que a administração do clube taxou as declarações assinadas como prova documentária de que os pais concordaram de que seus filhos "estariam sujeitos a serem levados a movimentos religiosos não tradicionais".

Diferentemente de outros estados da região da Ásia central, a permissão em escrito dos pais não é requerida para a instrução de menores de dezoito anos. Entretanto, o Artigo 3 da lei nacional declara: "O direito ou restrição indireta dos direitos ou estabelecimentos de qualquer proveito para cidadãos que dependem da atitude religiosa... será levado em conta sob a legislação existente da República do Cazaquistão".

O professor insistiu ao Forum18 que ele não tinha recusado o ensino aos alunos de diferentes religiões, e de que não os tinha forçado com qualquer rito religioso. Ele acredita sim, que está sendo perseguido simplesmente pelo fato de ser cristão, ressaltando que o caso veio após uma longa campanha contra ele na mídia. No dia 21 de abril, o jornal da cidade publicou um artigo acusando-o de pedófilo "seduzindo fisicamente seus alunos". Polskikh também ressaltou que foi logo em seguida que ele entrou com um processo contra esse jornal, que o caso criminal foi levantado contra ele.

"Como se não bastasse, quando o caso criminal já se iniciara, o canal de televisão Kabar passou um programa, acusando-me de ensinar meus alunos com doutrinas religiosas destrutivas. Fica difícil para mim dizer precisamente que lançou essa campanha na mídia contra mim, se foi as autoridades, os jornalistas ou alguns dos pais dos meus alunos, mas está bem claro que se trata de perseguição religiosa".


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