Militantes muçulmanos ameaçam matar enfermeiras cristãs

| 18/10/2004 - 00:00


Militantes muçulmanos ameaçaram matar enfermeiras cristãs que trabalham no Centro Médico Federal na cidade de Keffi, no estado de Nasarawa - centro da Nigéria - a menos que elas parem de realizar cultos cristãos.

Uma carta sem data, recebida pela filial da Companhia de Enfermeiras Cristãs (CEC) do hospital - também enviada à diretoria do hospital - afirmava: "Nós estamos deixando claro que nossa sede por seu sangue vai aumentando cada vez mais se vocês continuarem com seus cultos no hospital".

A carta não continha nomes e foi simplesmente endossada por um grupo que a si mesmo chamava de "Fundamentalistas Islâmicos". O grupo disse que tem uma forte presença no hospital e poderia fazer o que fosse possível para lidar com todos os profissionais cristãos que existem lá.

A carta, de acordo com o reportado, causou pânico no hospital e estimulou as autoridades institucionais a banir todas as atividades religiosas cristã.

Christiana Shiaki, secretária da filial local da CEC, disse a Compass que o dr.B.A. Abiminku, diretor médico e chefe executivo do Centro Médico Federal de Keffi, enviou às enfermeiras uma carta no dia 19 de julho de 2004, afirmando que as atividades relacionadas a cristãos seriam banidas do meio.

"Em razão dos eventos da semana passada, os quais ocorreram dentro do centro, a Diretoria decidiu que as atividades religiosas cristãs estão suspensas nesse meio tempo", dr.Abiminku escreveu.

Christiana disse que a carta também continha uma notificação para que as enfermeiras se encontrassem com a diretoria do hospital. "Quando chegamos fomos informadas de que a diretoria tomou uma decisão baseada na carta de ameaça e baniu a nossa companhia no centro", ela disse. "Não foi feita nenhuma menção na reunião à ameaça de nossas vidas enquanto cristãs".

Christiana disse a Compass que o banimento das atividades cristãs no hospital nega que enfermeiras cristãs e outros profissionais da saúde tenham o privilégio de exercer sua fé como foi garantido pela Instituição da Nigéria.

"Estamos sendo discriminados porque somos cristãos", ela disse. "Nós não fizemos nada errado para merecer isso. Como eles podem nos proibir de orar ou cultuar aqui enquanto os muçulmanos têm duas mesquitas, construídas com fundos públicos, para eles aqui no hospital?".

Christiana também disse que, nos últimos cinco anos, a comunidades cristã no hospital tem pedido espaço para construir uma capela a serviço dos profissionais de saúde e pacientes, mas o pedido foi adiado.

A filial da CEC na Nigéria foi estabelecida em 1960, o ano em que o país conquistou independência da Inglaterra. A companhia está afiliada à Companhia Internacional de Enfermeiras Cristãs, sediada na Escócia.

De acordo com uma reportagem publicada semana passada pela Associated Press, a violência entre muçulmanos e cristãos no centro da Nigéria, nos últimos três anos, deixou mais de 53 mil pessoas mortas. Um comitê instituído pelo governo diz que 53.787 pessoas morreram somente no estado de Plateau entre setembro de 2001 e maio de 2004.

A maioria das baixas é de cristãos mortos em tumultos e ataques de milícias realizados por grupos muçulmanos radicais. Emerge-se a evidência de que as milícias muçulmanas recebem fundos estrangeiros para comprar armas e materiais. As milícias geralmente montam ataques a partir de países vizinhos, como o Níger e Chade, que têm uma grande população muçulmana.


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