Refugiados evangélicos exigem justiça

| 27/09/2004 - 00:00


"Senhor Governador, não nos discrimine só porque somos fazendeiros índios. Faça cumprir a lei!".

Este tem sido o clamor de 14 famílias de refugiados da comunidade viente de Noviembre, em Las Margaritas, Chiapas, no Mexico, que têm vivido de maneira precária nos corredores do prédio da prefeitura.

As famílias da comunidade viente de Noviembre se refugiaram no prédio da prefeitura, no fim do mês de agosto. Segundo a organização mexicana SECOSICE (Secretaria da Comunicação Social das Igrejas Cristãs Evangélicas), as famílias estão esperando que o governador de Chiapas, Pablo Salazar Mendiguchea, os ajude a resolver seu problema de exílio mesmo que eles consigam chamar suficiente atenção pública à sua situação.

Há cinco meses, sete das famílias foram expulsas da comunidade por praticar sua fé cristã. As outras sete famílias foram expulsas há 18 meses pelas mesmas razões. O número de pessoas afetadas alcançou um total de 67.

Enquanto eles prosseguem seu protesto passivo, preparam as refeições na rua, sobre fogueiras abertas, comendo suas tortillas (pão redondo feito de água e farinha de milho), pozol e feijão preto e bebendo seu forte café preto ao ar livre. Eles dormem debaixo de papelão e de sacos de estopa para se proteger do frio durante a noite.

As igrejas Presbiteriana e Renovação em Cristo providenciaram ajuda financeira para que eles pudessem comprar alimento.

Antes de tomar sua atitude desesperadora de ir para o prédio da prefeitura, os refugiados estavam vivendo na colônia El Cedro, na cidade de Comitán. Eles pediram que governo detivesse os cinco homens que eles insistem ser os responsáveis por sua expulsão: Arturo Jimenez Perez, Otilio Jimenez Alvarez, Luis Lopez Vazquez, Demetrio Jimenez Mendez e Caralampio Luna Alvarez. Fontes em Chiapas afirmam que as cinco pessoas desfrutam da proteção das autoridades locais.

Até o momento, nenhuma ação punitiva foi tomada contra os homens que expulsaram os evangélicos. Mesmo se eles tiverem permissão de retornar para seus lares, na comunidade viente de Noviembre, as 14 famílias estão preocupadas com sua segurança.

Antonio Hernandez Cruz, candidato a prefeito do partido esquerdista PRD, declarou, publicamente, que se for eleito, ele perseguirá os cristãos mais do que nunca, segundo o líder evangélico Alvarez Morales.

A SECOSICE informa que, até o momento, as autoridades de Chiapas não reagiram ao protesto passivo e nem mesmo tomaram qualquer atitude em favor das 14 famílias de viente de Noviembre.

Em outras notícias, um grupo de 56 indianos evangélicos Huichol, de Jalisco, que foi ordenado que deixasse o alojamento temporário em Tenzompa, Huejuquilla, El Alto, até o final de junho teve sua ordem de expulsão adiada até 30 de dezembro de 2004.

Segundo os relatórios, a situação do grupo de índios evangélicos Huichol é tão séria que o governador do estado está sob pressão para intervir no caso.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos publicou uma declaração, em 5 de setembro, anunciando que as autoridades estaduais protelaram em fazer justiça. A comissão solicitou proteção aos atingidos.

Há dois anos, o grupo de Huichols foi, originalmente, expulso de suas casas em Mezquitic do qual obteve refúgio temporário em Tenzompa. A intolerância religiosa tem sido severa em ambas as áreas.


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