Um pastor iraniano continua aprisionado

| 17/09/2004 - 00:00


Líderes de uma igreja protestante no Irã souberam, esta manhã, que um dos dez pastores que, de acordo com o reportado, foram soltos da detenção pelas autoridades policiais no dia 12 de setembro ainda não entrou em contato.

O pastor Hamid Pourmand, de 47 anos, da Assembléia de Deus, não voltou para sua casa em Bandar-i Bushehr nem entrou em contato com qualquer um de seus parentes ou amigos. Presume-se que ele ainda esteja preso na área de Karaj-Tehran, onde ele estava inicialmente detido com outros líderes da igreja, no dia 9 de setembro.
 
Oitenta líderes da Assembléia de Deus do Irã reuniram-se para sua conferência geral anual em Karaj, quando a polícia encheu o centro, que é propriedade da igreja, na manhã de 9 de setembro. Todos tiveram os olhos vendados e foram levados para tirarem suas digitais e serem interrogados. Apesar de a maioria ter sido libertada pela tarde, os dez pastores que estavam entre eles foram mantidos para interrogatórios por quatro dias.

Quando os outros pastores foram soltos separadamente mais tarde, no dia 12 de setembro, foram estritamente alertados a não entrarem em contato com nenhum membro da igreja. Então foi só na manhã de hoje que a liderança da Assembléia de Deus descobriu que, de fato, Hamid estava faltando.

Um ex-muçulmano que se converteu ao cristianismo há aproximadamente 25 anos, Hamid pastoreia uma congregação em Bandar-i Bushehr, ao longo do Golfo Pérsico, no sul do Irã. Ele e sua esposa, que tem uma ascendência cristã assíria, têm dois filhos.

Desde a execução, ordenada pelo governo, do pastor convertido Hussein Soodmand em Mashhad em dezembro de 1990, a República Islâmica do Irã decretou uma cruel tomada de posição contra as igrejas evangélicas do país e contra vários movimentos de igrejas domésticas, acusados de evangelizar muçulmanos.

Outro antigo convertido ao cristianismo, o pastor Mehdi Dibaj da Assembléia de Deus, foi assassinado em julho de 1994. Depois de estar preso por nove anos por recusar a desistir de sua fé cristã e voltar ao islã, Mehdi foi morto apenas seis meses depois de ser liberto da prisão.

Dois anos mais tarde, o corpo do pastor Mohammed Bagher Yusefi foi encontrado pendurado em uma floresta perto de sua casa em Sari, no norte da província de Mazandaran, no Irã. Deixando sua esposa e dois filhos, Mohammed, de 34 anos de idade.

Durante a década passada, congregações protestantes locais que permitiam a visita de muçulmanos a seus cultos ou que eram suspeitas de batizar ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo, foram duramente reprimidas pelas autoridades islâmicas.

"As ações do governo criam uma atmosfera de ameaça para algumas minorias religiosas" declarou uma reportagem sobre a liberdade religiosa no Irã, feita pelo Departamento Estadual dos EUA no ano passado, "especialmente para bahais, judeus e cristãos".


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