Missionários têm problemas por não terem registro

| 26/08/2004 - 00:00


O jornal estatal Vercheerny Bishkek, relatou no dia 03 de agosto que "quatro missionários de uma igreja evangélica em Bishkek - sendo um taiwanês e o restante da Rússia - violaram a lei do país durante uma reunião religiosa. Essa descoberta foi feita por especialista da comissão do governo para relações religiosas durante a monitoração e análises subseqüentes da atividade de organizações religiosas. O jornal alegou que "a pregação por esses ministros religiosos era uma contravenção do decreto presidencial nas medidas para alcançar os direitos dos cidadãos da República da Quirquízia para a liberdade de consciência e fé" e que "medidas não especificadas serão tomadas contra tais religiosos".

Os quatro cidadãos eram todos pregadores convidados da igreja de Bishkek, que se auto-intitula como "simplesmente protestante", sem ter qualquer afiliação denominacional. Essa igreja faz parte da Associação de Igrejas Evangélicas do Quirguistão, cujo líder, Sergei Bachkala, disse ao Forum18 no dia 17 de agosto, que "nós simplesmente esquecemos de alertar os missionários a cerca da necessidade de obter o registro junto ao governo, uma vez procedido tal ordem, o problema seria resolvido. "Entretanto, ele estava preocupado que "tais incidentes insignificantes" fossem reportados ao jornal do governo como não solucionado quando o incidente já tinha sido resolvido.

Natalya Shadrova, deputada chefe do comitê do estado para relações religiosas, disse ao Forum18 no dia 17 de agosto que, de acordo com o decreto presidencial de 1996, "nós não possuímos o direito de impedir a pregação, mas estes estrangeiros têm que detalhar o conteúdo da pregação". Comentando sobre seu comparecimento ao comitê, em que Bachkala disse ao Forum18 que ele não tinha qualquer problema, Shadrova disse que "a equipe do nosso comitê foi ver o culto e lembrou-os do registro. Os evangélicos se desculparam e disseram que simplesmente tinham esquecido". Em meio a essa situação, Shadrova disse que "nós os registramos e o problema foi resolvido. Absolutamente ninguém tinha a intenção de deportá-los".

Ela viu o relatório Vecherny Bishkek "como um passo sem consideração, criando uma impressão falsa da liberdade de consciência no país", preocupação que é compartilhada por Bachkala, que disse ao Forum18 que "tais artigos dão à nossa igreja uma imagem negativa na republica".

No dia 19 de agosto, o Forum18 falou ao chefe em atividade do departamento de notícias em "Vecherny Bishkek", Vyacheslav Anikin, como Yevgeni Denisenko, que autorizou a publicação do artigo. Anikin categoricamente negou que o artigo tinha sido publicado nas instruções das autoridades com o objetivo de criar uma imagem negativa dos evangélicos. Ele disse ao Forum18 que "nós simplesmente sentimos que essa notícia era de interesse. O relatório ficou restrito e em tons imparciais, e eu não compreendo o motivo dos evangélicos acharem que estamos tentando denegrir a imagem deles".


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