Polícia indonésia continua a procura dos assassinos em Palu

| 18/08/2004 - 00:00


A polícia ainda está procurando os assassinos da pastora Susianty Tinulele, de 26 anos, morta em 18 de julho, na igreja Efatah em Palu, na Sulawesi Central, Indonésia.

A pastora Susi, como era carinhosamente conhecida pelos amigos e família, foi ordenada duas semanas antes da igreja ter sido atingida por tiros. Naquela manhã, ela era simplesmente uma oradora convidada na igreja Efatah.

Um suspeito detido pelos oficiais da força policial de Palu, em 29 de julho, foi liberto após fornecer um álibi bem fundamentado. Bambang, que foi baleado e ferido pelos oficiais da polícia durante a detenção, estava com amigos em uma casa no subdistrito de Betua no momento que a igreja foi atingida por tiros.

O comandante Ricky Naldo, que liderou vários oficiais na busca dos assassinos, foi rebaixado em 4 de agosto devido ao seu envolvimento na detenção injusta de Bambang.

Duas semanas após a igreja ter sido alvejada por tiros, o nome da pastora Susi ainda era visível em um esboço no quadro negro de um culto de 18 de julho. Manchas de sangue e furos de bala eram tristes lembretes da tragédia e uma guarda policial foi instalada na porta dianteira da igreja - embora o pastor presidente sentisse que a presença da polícia era inútil e uma atitude realizada "um pouco tarde de mais".

Quando questionados se eles haviam tomado qualquer outra medida de segurança no local, os funcionários da igreja contaram que haviam mudado o horário do culto vespertino das 18 horas para às 16h30. A pouca luz das 18 horas facilitou a fuga dos agressores sem poderem ser identificados pelo zelador e por vários jovens que estavam sentados fora da igreja no momento do ataque.

Muitos dos feridos eram adolescentes. Lustiani, de 15 anos, foi baleada na cocha e enviada a um hospital muçulmano local sob guarda policial para tratamento. Os médicos afirmam que Lustiani teve "sorte", porque a bala passou pelo músculo e não atingiu o osso de sua cocha.

Compass inicialmente relatou a morte de uma outra adolescente de 17 anos, Desrianti Tengkede, que foi baleada no olho. Um amigo no hospital informou a morte de Tengkede após ela entrar em coma, contudo, Tengkede recuperou-se logo depois e está sendo tratada.

Em 20 de julho, no dia do velório da pastora Susi, a presidente Megawati Sukarnoputri prometeu aos líderes cristãos que a polícia capturaria os assassinos. Ela também enviou o ministro dos assuntos religiosos, Said Agil Munawar, a Palu para visitar as vítimas e prover assistência financeira.

O vice-presidente Hamzah Haz também expressou preocupação a respeito do ataque. "Há um provocador esperando um grupo religioso opor-se contra um outro em uma tentativa de dividir a nação após a eleição presidencial", contou ele aos repórteres em Jacarta.
Hamzah solicitou à polícia que permanecesse alerta nas áreas de conflito a fim de impedir que a violência se espalhe por todo o país. 
 
Neste ínterim, a presidente Megawati encontrou-se com um líder evangélico alemão, Nikolaus Schneider, em 2 de agosto. Schneider voou para a Indonésia para encontrar-se com a presidente e com os líderes cristãos e muçulmanos a fim de discutir o problema da violência religiosa.

De acordo com a agência de notícias evangélicas alemã idea, Megawati assegurou a Schneider que, na verdade, não havia "tensão religiosa" na Indonésia.

Nathan Setiabudi, presidente da Comunidade Indonésia das Igrejas, também se encontrou com Megawati após o ataque. Ele contou à imprensa que os tiros disparados na direção da igreja foram um assunto puramente criminal e não religioso.

Entretanto, a Sulawesi Central está familiarizada com a violência religiosa. O ataque em 18 de julho foi o quinto incidente neste ano. Em um dos ataques, homens mascarados dirigiram-se até o lado de fora da igreja Tabernáculo Kilo em Poso, no final de semana da Páscoa e alvejaram a congregação com armas de fogo, ferindo sete membros da igreja.

Um total de dezessete incidentes similares ocorreram desde que desencadeou a violência nos distritos de Poso e de Morowali, em outubro de 2003. A maior parte das vítimas desses ataques é cristã.

Aproximadamente duas mil pessoas foram mortas em conflitos entre os muçulmanos e cristãos na ilha de Sulawesi antes que o primeiro tratado de paz Malino, em dezembro de 2001, fosse assinado.

Os conflitos foram um efeito colateral da violência sectária nas ilhas Maluku, onde aproximadamente oito mil pessoas foram mortas em um período de quatro anos, de 1999 a 2002.

Apesar do segundo acordo de paz Malino nas ilhas Malukus, assinado em fevereiro de 2002, a violência esporádica continua a irromper em Ambon e em outras partes da Indonésia, conhecidas como "ilhas temperadas".


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