Violência aumenta a cada dia

| 23/07/2004 - 00:00


A Fundação do Projeto Perseguição (FPP) anunciou nessa semana uma nova foto e um documentário que prova as atrocidades contra civis no sul do país, região onde também é explorado o petróleo.

Durante a ajuda da FPP, o presidente dessa organização Brad Phillips encontrou mais de setecentos sobreviventes Shilluk de um recente massacre patrocinado pelo governo, na vila remota de Payuer, ao norte do Nilo. Segundo relatos, de 26 de março até a segunda semana de abril de 2004, 22 vilas Shilluk tinham sido queimadas e centenas de pessoas assassinadas enquanto tropas do governo assistiam a tudo isso.

"Eles fizeram mais do simplesmente assistir", disse Brad, "os sobreviventes falaram que soldados atearam fogo neles desde o rio Nilo, enquanto a milícia patrocinada pelo governo atacava pelas florestas. Nós recebemos testemunhos que quase mil pessoas foram assassinadas durante esses ataques. Outros mais morreram por estarem gravemente feridos e doentes". Centenas foram raptados. Vinte mil pessoas foram retiradas de suas casas, tendo seus vilarejos queimados.

"No início de junho, setecentos Shilluks que tinham fugido desses ataques chegaram até o ponto de distribuição em Payuer, onde mais de 85 mil cristãos internamente alocados passaram a serem refugiados nesse ano", disse Brad. "Todas essas provas são negadas pelo governo e ignoradas pela comunidade internacional".

Os bombardeios, as matanças, raptos, estupros, alocação forçada são contínuos no Sudão, e em alguns casos, como a equipe da Fundação do Projeto Perseguição observou no norte do Nilo, essa situação se repete no sul do país. Brad alertou: "Se a Frente Islâmica Nacional Bashir não for detida, o mesmo número de pessoas que eles já mataram durante 21 anos podem morrer no Sudão durante os próximos seis anos".


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