Cristãos enfrentam uma nova onda de ataques

| 18/07/2004 - 00:00


Enquanto a minoria cristã iraquiana luta para vencer uma onda inédita de ataques e seqüestros, bombardeios de carros continuam a matar e ferir iraquianos de todas as posições sociais.

Um oficial de recrutamento iraquiano não-identificado, que foi atingido por um metal voador e por concreto em uma recente explosão, contou que ele acredita que os iraquianos têm sido pagos para serem bombardeiros suicidas para militantes islâmicos estrangeiros que estão determinados em transformar o Iraque em um cemitério.

Uma recente explosão aconteceu um pouco depois que os líderes cristãos expressaram preocupação a respeito do extremismo islâmico diante da transferência da soberania dos iraquianos, no dia 30 de junho.

Nós estamos sofrendo de dois a três seqüestros por semana, contou recentemente o líder cristão local Bashar Warda, que ensina na Faculdade Babel de Filosofia e Teologia dos cristãos caldeus em Bagdá.

Os caldeus, afirmou ele, formam aproximadamente 3% da população; contudo, eles estão em maior proporção quanto à posse de ensino superior, incluindo centenas de engenheiros e médicos, que foram especialmente alvos de seqüestros, assim como suas famílias.

Somando às dificuldades, existem informações de que muitos cristãos estão trabalhando para forças da colisão e são, freqüentemente, escolhidos para ataques mortais.

As forças de coalisão empregam cem cristãos, e trinta deles foram mortos, afirmou Bashar Warda. Cinco a dez famílias caldéias estão deixando o Iraque diariamente. Em outras, os esposos estão primeiramente enviando suas esposas e filhos para longe e, mais tarde, irão seguí-los se a situação de segurança não melhorar, adicionou ele, principalmente para a Síria, Jordão e Emirados Árabes Unidos.

O Fundo Barnabé e a Anistia Internacional também têm informado um aumento da violência contra os cristãos, embora um bispo advertiu que muçulmanos comuns também têm estado sofrendo.

Além disto, oficiais associados ao governo de transição foram assassinados há poucos dias, incluindo Ghazi Talabani, o chefe da segurança da Companhia do Petróleo do Norte (Northern Oil Co), o deputado ministro estrangeiro, Bassam Salih Kubba e Kamal Jarrah, que intermediou contatos culturais com países estrangeiros no ministério da educação.

Não somente os curdos são mortos, mas também os Shiites e os Sunnis, aqueles que colaborarem com a coalisão - mesmo os trabalhadores de lavanderia - e aqueles que não colaborarem; aqueles que trabalharem no setor de energia elétrica e aqueles que supervisionarem o encanamento, afirmou o bispo caldeu Jacques Ishaq, em uma entrevista com o serviço de notícias por Internet AsiaNews.

Todos esses elementos que estão trabalhando para a normalização da situação no Iraque são o alvo. Eu acredito que tudo isto esteja acontecendo para impedir o desenvolvimento do país, afirmou ele.

Mais violência

Segunda-feira, dia 14 de junho, um carro-bomba matou onze pessoas, incluindo cinco contratantes estrangeiros e deixou mais de sessenta feridos. A explosão ocorreu no distrito comercial de Bagdá durante a hora mais movimentada da manhã.

Enquanto visitava o local da explosão de quinta-feira, o primeiro-ministro iraquiano provisório Iyad Allawi, enfatizou que os responsáveis por este "ataque covarde" somente estavam tentando criar instabilidade no Iraque.

Ele acusou países estrangeiros sem citar os nomes, mas advertiu que eles não conseguirão impedir o progresso do Iraque com relação à paz e à estabilidade.

Ele ressaltou que esta é uma escalada que nós temos aguardado. Nós enfrentaremos todas as dificuldades desta escalada. Por isso, nós enfrentaremos os inimigos do Iraque e o povo iraquiano triunfará, prometeu ele.


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