Justiça libera acusados de matar 21 cristãos

| 15/07/2004 - 00:00


As família dos 21 cristãos que foram mortos num ataque de violência na vila de Al-Kosheh, em janeiro de 2000, tiveram negados seus pedidos de justiça contra o veredicto final da Corte do Egito.

No dia 14 de junho, a Corte manteve a acusação sobre o homem acusado de matar a vítima muçulmana, mas reduziu sua sentença de 15 para 13 anos de prisão.

Os três outros acusados receberam três e um ano de sentença por botar fogo em um caminhão, mas outros 92 acusados de ter conexão com os assassinatos foram liberados das acusações. Nenhum deles foi condenado pelo assassinato dos 21 cristãos.

Disputa violenta

A violência em Al-Kosheh, que começou durante o fim de semana de comemoração do novo milênio, é a pior em décadas entre países predominantemente muçulmanos e cristãos coptos, que comprometem de sete a dez por cento da população.

Essa situação lembra a disputa entre muçulmanos e cristãos em 31 de dezembro de 1999. As lojas de proprietários cristãos e muçulmanos foram destruídas quando a violência começou.

Enquanto o sábado foi um dia relativamente calmo, o domingo presenciou o assassinato brutal dos 21 cristãos.

Durante a confusão, a segurança local não ficou passiva e envolveu-se ativamente nos ataques. Isso torna claro que a polícia local foi extremamente responsável pelo aumento da violência.

A absolvição dos suspeitos causou um grande desapontamento para as minorias egípcias cristãs, que esperavam ver justiça nesse caso.

O bispo copta Wissa, da diocese de Baliana, que inclui Al-Kosheh, expressou o desapontamento de toda a comunidade cristã.

Vinte e um cristão estão mortos e nós temos certeza de que eles não cometeram suicídio. Agora, depois do último veredicto, nós não temos outra escolha a não ser apelar para Deus.

Investigação completa

Youssef Sidhom, editor chefe do jornal egípcio Watani, cuja especialidade são assuntos sobre a igreja copta, disse: Esse veredicto veio como uma evidência de que a corte não estava firme e que nunca devia ter sido presidida."

Deveria ter tido uma investigação profunda das ações da polícia e de sua performance que é extremamente questionável.

Mervyn Thomas, chefe executivo da Associação de Solidariedade Cristã disse: Mais uma vez o sistema judicial egípcio falhou ao não trazer à justiça nenhum dos assassinos dos 21 cristãos. As famílias dessas pessoas estão sendo deixadas de lado pela polícia e pelas autoridades do Egito. Uma investigação completa dos métodos da polícia tem que ser um assunto de prioridade que a justiça deve ter e nunca foi feito.


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