"A Europa não é um clube judeu-cristão"

| 28/05/2004 - 00:00


Esta afirmação é do ministro das relações estrangeiras Michel Barnier, em razão da polêmica que se levantou sobre a referência ao cristianismo na próxima Constituição da União Européia. Na Terça-Feira, dia 25 de maio, em Lyon. A declaração na íntegra diz: ...ainda que a palavra laicidade não tenha o mesmo significado em todos os países da União Européia, permanece a posição que a construção européia é uma construção laica, respeitosa das tradições e das religiões de cada povo. Esta União não é um clube judeu-cristão. Nós temos valores comuns, mas isto seria um erro, um desvio do projeto europeu, quaisquer que sejam seus países fundadores, de seu objetivo de abertura....

Sete países-membros (Itália, Lituânia, Malta, Polônia, Portugal, República Tcheca e República Eslovaca) publicaram uma carta reclamando a falta de uma referência explícita ao cristianismo na Constituição. Isso pareceu a alguns uma flexibilidade na posição laica francesa. O primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin disse que a França não é "hostil" à proposição de incluir uma referência ao cristianismo, mas ela deseja um consenso sobre a base da Convenção, redigida pelo ex-presidente Valéry Giscard dEstaing. Esse texto está o mais próximo possível do resultado desejável e aceitável, completa Raffarin.

Lembremos que o projeto atual se apoia na afirmação que a Constituição se inspira nas heranças culturais, religiosas e humanistas da Europa. A França, a Bélgica e os países Nórdicos fazem oposição, até o momento presente, a toda e qualquer referência explícita ao cristianismo.

A afirmativa de Michel Barnier, citada no início, destinou-se a amenizar os temores de uma mudança de atitude da França, nação particularmente ligada ao princípio da laicidade. Esses temores foram relatados por Jean-Marc Ayrault, presidente do grupo socialista: Eu tenho a impressão que a atitude do governo está em vias de mudar no que se refere ao princípio de laicidade, admitindo como intangível. Percebe-se que há renovadas pressões notadamente por um Estado não-membro da União Européia. - Uma alusão ao papel do Vaticano. de Henri Tincq para o Le Monde


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