Nenhuma esperança de voltar pra casa

| 15/09/2014 - 00:00


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De acordo com a AINA, as mulheres fugiram de Mosul em 19 de julho, mas tentaram voltar há pouco tempo por não conseguirem suportar a vida no acampamento em Dohuk para pessoas desalojadas internamente, onde estavam abrigadas.

Elas voltaram para casa em Mosul no dia 16 de agosto, na esperança de pegar alguns dos pertences que deixaram com um vizinho muçulmano. Foi então que descobriram que esta família havia fugido para Kirkuk por não aguentar viver sob o domínio do EI.

A filha disse que teve o cuidado de manter a discrição: só saía de casa para fazer compras, completamente coberta com o véu. No entanto, apenas quatro dias depois, por volta de 18h, três membros do EI invadiram a casa e as ameaçaram, dizendo que deveriam se converter ao Islã, ir embora ou morrer.

Depois de se recusarem a se converter, foram levados para o chefe do EI em uma mesquita em Nova Mosul. Lá chegando, disseram-lhes para deixar a cidade imediatamente - o chefe disse que ""não há lugar para infiéis no estado de Nínive"".

Como era quase meia-noite, as mulheres pediram permissão para ficar na cidade até de manhã. O pedido foi atendido, mas elas foram proibidas de voltar para casa porque a mesma já havia sido confiscada pelo EI e, por isso, tiveram de dormir na casa de um vizinho.

Após o regresso ao acampamento provisório de Dohuk, a filha disse que não tinha nenhum desejo ou esperança de algum dia voltar a Mosul.


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