“Não enfrentamos a perseguição; enfrentamos um mal-entendido”

| 23/09/2015 - 00:00


De acordo com um artigo publicado pela revista Christianity Today, o número de cristãos na Península Arábica está aumentando rapidamente, devido às missões médicas que, além de ajudar pessoas doentes e feridas, também oferece a elas o amor de Deus para a cura da alma.

Notícias assim fazem as pessoas acreditarem que há um nível considerável de liberdade religiosa nessa região. Mas um líder cristão explica: ""Nós realmente não enfrentamos a perseguição; enfrentamos um mal-entendido. Os ocidentais medem a liberdade religiosa exclusivamente pela liberdade que os muçulmanos têm para se converter, mas esse pensamento é muito estreito, em minha opinião”.

Segundo um analista da Portas Abertas: ""É verdade que os cristãos expatriados desfrutam de um certo nível de liberdade religiosa, nos países do Golfo. Eles podem ir à igreja e, ocasionalmente, as autoridades até cedem terras para a construção dos templos, mas sempre em lugares distantes, onde os trabalhadores têm dificuldades de ir. Além disso, há falta de espaço para acomodar todos os fiéis”.

“O governo é estratégico ao ceder as terras, porque faz com que haja uma aglomeração de igrejas e dessa forma fica mais fácil de controlar e monitorar tudo o que acontece no meio cristão. De acordo com os relatórios, só há três opções para os árabes: seguir o islã e ter segurança, se converter ao islamismo, escondendo a verdadeira identidade religiosa para ter segurança ou assumir o cristianismo, enfrentando a perseguição total e assumir todos os riscos”, conclui o analista.


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