Mais uma refém é executada pelo Boko Haram

Esta é a segunda funcionária da Cruz Vermelha sequestrada em março que é morta pelo grupo

A agência de notícias on-line The Cable relatou ontem (15) que o Boko Haram executou outra funcionária da Cruz Vermelha, Hauwa Liam. O jornalista Ahmed Salkida alega ter visto um vídeo em que Hauwa foi forçada a se ajoelhar com as mãos amarradas usando um hijab (véu muçulmano) branco com um brasão. Ela foi alvejada a uma pequena distância.

No domingo (14), 24 horas antes do prazo final dado pelo Boko Haram para essa execução, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu ao grupo para libertar Hauwa. “Nós pedimos por misericórdia. Imploramos para que não matenham outra funcionária da área da saúde que estava apenas ajudando a comunidade na Nigéria”, escreveu o Comitê.

Hauwa Mohammed Liam, Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha Ngaddah foram sequestradas em março enquanto trabalhavam em Rann, uma cidade que serve de abrigo para refugiados e já foi atacada anteriormente por militantes. Saifura foi morta em setembro.

Saifura e Hauwa foram mortas por serem consideradas apóstatas, porque eram muçulmanas que abandonaram o islamismo no momento em que escolheram trabalhar com a Cruz Vermelha. Eles ameaçaram manter Leah Sharibu como uma escrava perpétua junto com Alice Ngaddah, uma cristã que trabalha para UNICEF. “A partir de hoje elas são nossas escravas. Com base em nossas doutrinas, agora é legal para nós fazermos o que quisermos com elas”, afirmou o Boko Haram. Leah tem 15 anos e Alice é mãe de dois filhos.

Antes do prazo final em 15 de outubro, cristãos e muçulmanos no nordeste da Nigéria imploraram ao grupo para não matar Leah, que também foi ameaçada de ser executada. Ela foi sequestrada em fevereiro e não foi solta um mês depois com as demais meninas sequestradas em Dapchi, tudo porque ela se recusou a desistir da fé cristã. Por favor, continue orando por essa situação.

Pedidos de oração

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