Mais três cristãos do caso Acteal são libertados da prisão

| 18/11/2014 - 00:00


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O massacre de Acteal ocorreu em 22 de dezembro de 1997, no qual 45 pessoas, que estavam reunidas em uma igreja, foram mortas, incluindo 21 mulheres e 15 crianças. Os assassinatos, desencadeados por um conflito local entre membros do Partido Revolucionário Institucional, no poder, e apoiadores dos rebeldes zapatistas, resultaram na prisão de 98 homens.

No entanto, as prisões foram feitas em resposta ao ultraje internacional de inação do governo; e a maioria dos condenados eram camponeses inocentes que haviam sido falsamente acusados das mortes.

30 dos detidos eram cristãos. Mesmo vivendo sob tais circunstâncias, estes homens compartilharam o evangelho com seus companheiros de prisão, e a maioria dos 98 homens tomou a decisão de seguir a Cristo durante a sua prisão. ""Eu sempre soube que o Senhor me usaria dentro da prisão para cuidar de suas ovelhas"", compartilhou Antonio Perez, um prisioneiro que era pastor em Acteal antes de ser preso.

Em 2002, a Portas Abertas tornou-se indiretamente envolvida com o caso, incentivando as famílias dos presos a permanecerem firmes, contribuindo para o custo da sua defesa jurídica, e mobilizando irmãos ao redor do mundo em oração.

Finalmente livres
Depois de 17 anos presos, quase todos – exceto dois prisioneiros – foram libertados há algumas semanas. Recentemente, Lorenzo Ruiz Vasquez, Alfredo Hernandez Ruiz e José Ruiz Guzman foram declarados inocentes pelo Supremo Tribunal Federal na Cidade do México.

Antonio Perez foi solto em abril deste ano, e a equipe da Portas Abertas teve a alegria de abraçá-lo às portas da prisão El Amate quando ele deu seus primeiros passos como um homem livre. Seus familiares estavam muito gratos pelo apoio que a Portas Abertas tem dado aos prisioneiros de Acteal e suas famílias ao longo dos anos.

""Vocês são o povo de Deus e trabalham compartilhando o amor dele"", compartilhou Juan, o filho mais velho de Antonio, sobre a atuação da Portas Abertas no caso de seu pai e de outros cristãos.

Os prisioneiros de Acteal são proibidos de retornar à sua cidade natal, já que o governo teme que isso poderia provocar mais conflitos na região. O governo, então, forneceu uma terra para a maioria dos prisioneiros que foram libertados, e eles também receberam recursos para construir novas casas.

Antonio compartilhou que o maior desejo dos prisioneiros libertados é construir uma igreja na terra que lhes foi dada. A Portas Abertas tem ajudado Antonio a se reestruturar em sua nova vida e apoiado na construção de sua igreja, bem como planejado oferecer treinamento bíblico para o grupo, assim que o templo for construído.

Pedidos de oração

  • Louve a Deus pela libertação de Lorenzo, Alfredo e José.
  • Peça ao Senhor pela liberdade dos dois prisioneiros restantes.


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