Lista Mundial da Perseguição no Parlamento britânico

Membros do Parlamento ouvem relatório sobre a perseguição a cristãos no mundo – opressão não-violenta é marca principal

| 20/01/2018 - 00:00

A perseguição aos cristãos tem aumentado em escala e em severidade

A perseguição aos cristãos tem aumentado em escala e em severidade


Na última quarta-feira (17), a Portas Abertas Internacional apresentou a Lista Mundial da Perseguição 2018 no Parlamento britânico. Ao apresentar um relatório sobre o aumento da perseguição não-violenta como instrumento de opressão, a CEO da organização, Lisa Pierce, afirmou que a perseguição religiosa no mundo está crescendo tanto em escala como em severidade.

De acordo com o relatório, os países mais difíceis para se viver como cristão são também “especialistas em apertar”, referindo-se às pressões que os cristãos enfrentam em sua vida diária, de educação e trabalho à vida familiar, do berço ao túmulo. Esses países usam vários meios de perseguição, como vigilância, prisão, discriminação e leis injustas para triturar a comunidade cristã, esperando fazê-la desaparecer. Quando essa pressão é usada efetivamente, pode ser pior que a violência, afirma a Portas Abertas.

Perseguição se manifesta em forma de opressão em muitos países

Diante dos parlamentares, a Portas Abertas Internacional pôde exemplificar alguns casos específicos dos mais de 215 milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo. Hannah, do Paquistão, contou sobre uma universitária cristã de 23 anos. Uma promissora escritora, que ao entregar sua dissertação final para o supervisor, foi questionada por ele sobre o porquê ela se interessava tanto pelos direitos das minorias, ainda mais dos “cristãos intocáveis” (a casta mais baixa e desprezada da sociedade). Ela respondeu que era um deles, então ele sugeriu que ela mudasse um dos capítulos, que poderia ser interpretado como blasfêmia. Por uma semana ela ficou com medo que tivesse que fugir.

No Egito, cristãos recém-formados têm muita dificuldade de encontrar emprego, afirma Michael, do Cairo. Seu próprio pai é funcionário público há 30 anos e nunca foi promovido a chefe de departamento. Ele também sabe de uma rede de lanchonetes em seu país que estampa na porta de entrada que não emprega cristãos. Muito do combustível da pressão vem do nacionalismo religioso, onde a identidade nacional e étnica é definida por uma religião “aceitável”. Isso cria um ambiente de impunidade em países como a Índia, onde sabe-se que 635 cristãos foram presos sem julgamento ou injustamente nos últimos 12 meses.

Lisa Pierce afirmou que os governos dos países ocidentais continuam a subestimar a pressão sobre a liberdade de religião em todo o mundo. A Portas Abertas também disse que a próxima reunião da Comunidade das Nações (organização intergovernamental composta por 53 países membros independentes), marcada para abril em Londres, seria uma ótima oportunidade de lidar com a questão.

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