Líderes muçulmanos querem proteger minorias religiosas

| 26/02/2016 - 00:00


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De acordo com informações do veículo de comunicação NPR Parallels, líderes muçulmanos declararam que querem proteger as minorias religiosas em países onde os muçulmanos são maioria. A iniciativa pretende diminuir o extremismo islâmico que tem gerado muita violência. A ideia chamou a atenção de estudiosos, intelectuais e especialistas no assunto e gerou a possiblidade da criação de uma jurisprudência que terá como tema principal a cidadania. Com a presença de mais de 250 líderes muçulmanos religiosos e chefes de Estado, a declaração é vista como um instrumento fundamental para proteger as minorias religiosas no mundo muçulmano.

""Essa jurisprudência provavelmente estará enraizada na tradição e nos princípios islâmicos para as mudanças globais. O tema deverá adentrar nas escolas muçulmanas e as autoridades certamente farão uma revisão da grade de ensino atual, para que os materiais que inspiram extremismo, violência e todo tipo de agressão sejam eliminados. É um bom sinal e um marco nas mudanças políticas, tanto no Marrocos como nos países envolvidos. Por outro lado, porém, devemos nos lembrar de que a natureza do islã é radical desde sua origem, e a declaração pode ser apenas um ‘desejo’ da parte daqueles que desfrutam dos privilégios das famílias dos governantes e das elites do mundo muçulmano"", comenta um dos analistas de perseguição.

Em 2014, o Marrocos estava na 44ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa. Em 2015, por pouco não entrou na classificação novamente, ficando em 51º lugar. O que não quer dizer que a perseguição lá não seja severa, mas que, em outros países, a perseguição foi mais violenta e com ocorrências evidentes de violência, tortura e morte de cristãos, além da depredação de prédios de igrejas, locais de culto, comércio e residências cristãs.

Em relação às intenções dos líderes muçulmanos, de proteger os cristãos, o analista explica que os grupos radicais como o Estado Islâmico (EI), por exemplo, rejeitam o papel e a autoridade moral da classe dominante no mundo muçulmano. ""A ideologia do EI rejeita inclusive o ‘Acordo de Marraquexe’, uma declaração multilateral que foi assinada na cidade, no Marrocos, em abril de 1994, e que determinou a criação da ‘Organização Mundial do Comércio’, estabelecendo tarifas, além de medidas sanitárias, temas de propriedade intelectual, aperfeiçoamento de métodos para resolver controvérsias, entre outros tratados. O Al-Qaeda e al-Shabaab também não se limitam à classe dominante do islã, por isso querem radicalizar até mesmo em países ocidentais. Em outras palavras, a declaração não é realista e nem a ideia dos líderes em proteger as minorias religiosas. Somente um milagre resolveria a situação atual dos cristãos perseguidos. É por isso que devemos permanecer na confiança que temos em Deus, o único capaz de realizar milagres entre nós"", conclui o analista.

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