Lentidão da justiça indiana favorece a impunidade

| 17/06/2016 - 00:00


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No início desse mês, o Tribunal Indiano condenou 24 homens hindus pelos conflitos causados no estado de Gujarate, no ano de 2002, que matou mais de mil pessoas em apenas três meses. Embora a acusação tenha pedido prisão perpétua para todos os réus, os resultados do julgamento ainda não foram divulgados. Na ocasião, o estado era governado pelo atual primeiro-ministro Narendra Modi, que foi acusado de não ter reagido com justiça à altura da violência. Durante mais de uma década, Modi foi duramente criticado por não pedir desculpas pelos incidentes.

A demora do sistema legal da Índia fortalece ainda mais a sensação de impunidade entre os indianos. Nada foi feito para impedir, interromper ou corrigir as questões da violência que continuam complicadas até os dias de hoje, principalmente contra as minorias religiosas. Embora 24 pessoas tenham sido condenadas, a maioria foi absolvida. De acordo com relatórios da Portas Abertas, o número de autores dos crimes cometidos em 2002 é muito maior que isso, mas eles saíram livres, provando que a justiça praticamente não atua na Índia.

Embora os conflitos em questão tenham ocorrido entre hindus e muçulmanos, os cristãos passam por experiências semelhantes, como os motins de 2008, ocorridos em Kandhamal, no estado de Orissa, leste da Índia, uma das regiões mais intolerantes ao cristianismo. Na época, os ataques foram motivados sob a alegação de que os missionários cristãos da região estavam convertendo à força as tribos locais, fornecendo-lhes carne de vaca, o que para o hinduísmo é um sacrilégio.?Milhares de cristãos tiveram que fugir de suas vilas, outros foram mortos e suas igrejas e casas incendiadas. De lá para cá, a perseguição só aumentou. Entre janeiro e abril, houve mais de 49 incidentes contra os cristãos. Ore por essa nação.

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