Justiça para muçulmanos e para cristãos

| 24/05/2016 - 00:00


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Uma pequena aldeia do Paquistão entrou em estado de alerta depois que alguns boatos foram espalhados de que os muçulmanos iriam atacar os cristãos e destruir suas casas. A aldeia fica em Punjab, uma das províncias do país, a 170 km da capital Islamabad. Apesar de haver vários conflitos na região, dessa vez os ataques não ocorreram e tudo não passou de um susto. A polícia local alegou não haver registros de tensões, embora tenha percebido alguma agitação entre os cristãos.

O que aconteceu foi uma discussão entre o lavrador cristão de 30 anos, Imran Masih e seus colegas de trabalho, por conta de um vídeo de conteúdo anti-islâmico que foi compartilhado na internet através de seu celular. Masih se defendeu dizendo que o aparelho havia ficado com seu superior, para que ele pudesse concluir seus trabalhos e quando voltou seus colegas estavam assistindo ao vídeo. Ele acabou quebrando o celular enquanto discutia. O assunto foi resolvido temporariamente, mas Masih alega que um deles foi até a mesquita para pedir uma ""fatwa"" (reclamação ou pronunciamento legal no islã, emitido por um especialista muçulmano). A polícia fez uma intervenção a tempo e resolveu a questão através de negociações.

Algumas famílias deixaram suas casas por medo de que poderia haver um ataque. A aldeia ultimamente conta com a presença de um reforço policial que foi implantando permanentemente e com o objetivo de lidar com incidentes desse tipo, prezando pela segurança dos cidadãos, independente de religião. De acordo com relatórios da Portas Abertas, a polícia paquistanesa em conjunto com a administração local criou uma comissão de três cristãos e três aldeões muçulmanos para resolver problemas e reconciliar as duas comunidades. Em caso de violação de qualquer um dos direitos garantidos por lei, a comissão deverá tomar providências imediatas. O Paquistão é o 6º país na Classificação da Perseguição Religiosa, onde normalmente os rumores de ataques acontecem de fato. Em suas orações, interceda pelos cristãos paquistaneses perseguidos.

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