Missionário brasileiro fala de sua experiência no campo

| 15/04/2004 - 00:00


O Pr. Djalma Paiva de Santana, missionário neste país, cita o verso bíblico: A terra, pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que devora os moradores. Todos os povos que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes (pois os descendentes de Anaque são raça gigante), e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também lhes parecíamos (Nm 14:32,33).

Meditando nesta passagem bíblica, Deus tem falado conosco, nos motivando com este exemplo. Diante desde relatório, qualquer investidor seria capaz de sair correndo para bem longe de um lugar como aquele. Na Guiné-Bissau, não é diferente. Quando se trata de salvar vidas, as forças do mal atuantes ali são gigantescas. Sentimos as oposições que se levantam em prol de ceifar vidas para a perdição eterna. É como remar contra o vento e precisamos de estratégias de Deus para enfrentarmos estes grandes desafios.

Diante das murmurações e críticas à Arão e Moisés, o povo de Israel começou a pressionar por uma resposta. Os líderes, diante de tanto negativismo, poderiam alcançar a terra prometida? Seria realmente possível? Eles até propuseram levantar um capitão e regressar ao Egito.

Mas aqueles bravos servos do Senhor prostraram-se diante do ajuntamento dos filhos de Israel. Então, Calebe e Josué rasgaram as suas vestes e prestaram o seu relatório: e disseram a toda a congregação dos filhos de Israel: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar nessa terra, e no-la dará. É uma terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo daquela terra, porque como o pão o devoraremos. A proteção deles se foi, mas o Senhor está conosco. Não temais." (Nm 14.9).

Agora me refiro à nossa luta contra as investidas que o mundo muçulmano tem feito diante da Guiné-Bissau. Por muitos e muitos anos, eles estão atrofiando esta tão sofrida nação, investindo sua religião, impondo o islamismo em quase todas as aldeias, usando de chantagens até mesmo com o governo (este tem desviado suas atenções em apoiar as peregrinações à Meca, onde todos os anos se repete a mesma cena) e o Evangelho vai ficando oprimido. É chegada a hora de dar um basta nesta situação em Nome de Jesus.

Através do Projeto Misericórdia e Socorro na Guiné-Bissau/Portugal implantamos a bandeira do Senhor diante destes gigantes. No bairro de Antula, localiza-se uma das escolas do Projeto que atende a mais de 400 crianças. No Bairro de Belém estamos com cerca de 200 crianças e, no próximo ano, iremos para 1.200 crianças em Nome de Jesus.

Estamos com uma equipe de missionários no Brasil e eles estão preparando-se para viajar em breve e integrar-se à nossa equipe. Com isto, poderemos ampliar ainda mais os trabalhos realizados. Nossa equipe está composta por 18 professores, 600 alunos entre 4 e 18 anos (muitos deles órfãos) em duas escolas e em diferentes bairros, aldeias com grande acréscimo de habitantes. Temos também 78 obreiros (atendentes em enfermagem) voluntários no Hospital Nacional Simão Mendes na capital Guineense. Aqui em Portugal, somos uma base composta por minha família mais 6 obreiros voluntários.

O Projeto Misericórdia e Socorro na Guiné-Bissau, pela misericórdia de Deus, está crescendo e, à cada dia, aumenta o nosso desafio. Mas Deus levantou uma equipe destemida e empenhada. Em Guiné-Bissau, temos a equipe composta pelo Pastor Quintino Gomes e mais 5 irmãos que pertencem à diretoria da Igreja Evangélica de Belém, uma igreja guineense pela qual o Projeto Misericórdia e Socorro está ligado.

Nossas duas escolas funcionam segundo as leis regentes no país e tem o objetivo de ensinar os alunos (filhos de mulçumanos e animistas) a conhecerem as letras através do Evangelho. Este sistema é elogiado pelo Ministério de Educação de Guiné-Bissau. Muitas dessas crianças já testificam Cristo em suas vidas.

Na área da saúde, os obreiros voluntários do Hospital Nacional Simão Mendes, têm desenvolvido um excelente trabalho para a Glória do Senhor. Inclusive o Sr. Ministro da Saúde de Guiné-Bissau enviou ao Ministro da Saúde do Brasil, Sr. José Serra, e à Secretária Executiva da CPLP, Dra. Dulce Pereira, uma carta na qual reconhece e elogia os trabalhos feitos pelo Pastor Djalma e sua equipe neste projeto.

Fomos desafiados pelo Ministério da Saúde de Guiné-Bissau a montarmos uma clínica num bairro populoso e com grande índice de doenças tropicais. Esta seria a nossa base de saúde montada em Guiné-Bissau. Este desafio já estava em nosso coração e é uma estratégia para avançarmos com os planos que Deus tem nos orientado. Mas para isso, precisamos de obreiros na área da educação (orientadores, professores e alfabetizadores), profissionais de saúde (auxiliares, enfermeiros, médicos, dentistas etc.), a curto ou a longo prazo.

Além de obreiros precisamos de recursos para a execução das tarefas. Para a montagem da nossa Clínica, precisamos de todos os equipamentos, desde uma simples pinça até o sustento do médico e o pagamento da casa alugada (60 dólares mensais). Já nas escolas, precisamos de materiais didáticos, também de dois geradores, além de móveis escolares.

Precisamos de intercessores, parcerias com igrejas, pastores e membros. Faça parte desta mesma visão, participando com envio de obreiros, apoio financeiro, campanhas de mantimentos e apoio em contato com empresas ou ONG que queriam descontar seus impostos através de doações feitas ao projeto que dispõe de toda documentação necessária para essa doações.

Os dois sonhadores, Josué e Calebe estavam entre os doze espias. Porém, suas opiniões eram diferenciadas.

Os dez viram problema; eles, solução. Os dez viram obstáculos; eles, caminho. Dez impressionaram-se com o tamanho do gigante; dois, com o tamanho de Deus. Dez focalizaram o que não podia ser realizado; dois, o que poderia ser executado pelo Poder de Deus.

E Deus honrou a coragem deles!

Pr. Djalma Paiva de Santana, Diretor da Amispa (Associação Misericórdia e Socorro Portugal e África), está na Guiné-Bissau/Portugal desde 1994.

Nota de Portas Abertas: Portas Abertas não tem parceria com a Amispa e não tem projeto na Guiné-Bissau.


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