Evangelizando até o fim

| 31/10/2004 - 00:00


Pulua geralmente chega às reuniões um pouco depois das 21 horas. Ela não ousa chegar antes do anoitecer. Depois de várias ameaças de morte, ela, atualmente, lidera um pequeno grupo de novos convertidos sob a cobertura da noite. Após o culto, a congregação sai de modo discreto durante a madrugada. Pulua dorme por algumas horas e parte antes do amanhecer a fim de evitar ser vista por vizinhos hostis.

Quando Pulua aceitou Jesus, seus pais budistas não ficaram impressionados. Gradualmente, eles observaram a mudança em sua vida e, um por um em sua família, através dos próximos oito anos, entregou sua vida a Jesus. Não havia nenhuma igreja no vilarejo, então, eles freqüentavam um culto em uma escola, que era realizado uma vez a cada três meses.

Isto não foi o suficiente para Pulua. Quando ela terminou o ensino médio, se matriculou em uma escola bíblica em uma cidade próxima. Após sua formatura, Pulua e uma amiga levaram o Evangelho a uma região pouco alcançada do Sri Lanka.

Após alugar um quarto em uma casa particular, elas iniciaram a bater nas portas. Em breve, sete novos convertidos se encontravam no seu quarto para, semanalmente, orarem e estudarem a Bíblia. Quando os monges do templo budista local descobriram o que estava acontecendo, eles ficaram furiosos. Eles tentaram intimidar as moças e solicitaram que o proprietário do imóvel não continuasse a alugar o quarto para elas.

As moças foram forçadas a mudar-se para um novo vilarejo e, então, para outros vilarejos depois do ocorrido. A cada vez, elas tinham que deixar um pequeno grupo de novos convertidos. Em uma certa época, elas conseguiram comprar um pequeno terreno, esperando construir uma igreja e uma casa para elas viverem. Após erigir uma cerca ao redor de sua terra recém-adquirida, as moças estavam exaustas e foram dormir em seu alojamento que se localizava a pouca distância.

Pouco tempo depois, elas foram acordadas por um grupo de arruaceiros, composto de trinta pessoas robustas, quebrando a cerca que elas levaram um longo tempo para erguer. O grupo de arruaceiros então atacou a casa e as moças foram açoitadas, chutadas e esmurradas. Os arruaceiros, em fúria, levaram-nas de joelhos e tentaram forçá-las a recitar "Buda é Senhor". "Obviamente, nós não poderíamos fazer isto", afirmou Pulua. Então, elas foram arrastadas até a delegacia de polícia onde passaram a noite em uma cela. Após sua soltura, Pulua necessitou de tratamento em um hospital próximo.

Destemida, Pulua disse "Eu estou convencida que Deus me chamou para esta região. Se for da vontade de Deus, eu estou pronta para sacrificar minha própria vida".


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