Orem para que Deus abra as portas e mais pessoas sejam salvas

| 16/04/2006 - 00:00


Kumar, um evangelista nepalês, fazia planos para viajar da sua aldeia para a capital, Kathmandu, com o objetivo de participar de uma conferência de adoração no início de março, quando três insurgentes de Mao lhe fizeram uma visita. Eles abordaram Kumar e exigiram a "doação" de 5 mil rúpias (o equivalente a setenta dólares) para apoiar a causa deles. Como Kumar não possuía essa quantia, eles o seqüestraram.

Primeiro, os rebeldes forçaram Kumar a ir com eles para um de seus encontros doutrinários. Num local secreto, cercado por mais de sessenta homens armados, Kumar escutava enquanto eles gritavam slogans e promoviam suas causas de luta pela democracia do Nepal. Eles falaram que Kumar deveria parar de seguir a religião estrangeira do Cristianismo e juntar-se a eles. Também disseram que, qualquer que fosse a quantia que ele estivesse ganhando para fazer o trabalho evangelístico, deveria dar para eles. Embora estivesse com medo, Kumar insistiu que tinha de continuar a fazer o trabalho do Evangelho.

Ouvindo isto, os rebeldes pegaram Kumar e o forçaram a trabalhar como carregador deles, para levar armas. Por quinze dias, Kumar seguiu os maoístas em suas missões militares, carregando rifles e bombas de pressão caseiras, contra a sua vontade. Ele tinha pouco para comer, e tinha que assistir sem poder fazer nada, enquanto Mao aterrorizava outros aldeãos iguais a ele, com o objetivo de receber comida e dinheiro para apoiar seu exército.

Por fim, Kumar conseguiu pegar dinheiro emprestado para dar aos maoístas a fim de que eles o deixassem ir. Ele foi solto em 15 de março e retornou para sua esposa e seus cinco filhos jovens. Kumar esperou alguns dias antes de tentar ir a Kathmandu de novo. Desta vez ele foi bem-sucedido em sua viagem.

Evangelho para mais de mil pessoas

A experiência de Kumar não é uma exceção. Nos últimos dez anos da arrastada guerra civil nepalesa, a insurreição maoísta (baseada na guerrilha), que diz lutar por um novo Nepal democrático, tem usado da força e de táticas amedrontadoras, com freqüência, para obter apoio. As pessoas das aldeias isoladas têm poucos recursos. E, enquanto a já fraca economia se torna pior, a instabilidade política cresce. O turismo, que era uma das maiores fontes de lucro do país, caiu drasticamente por conta do aumento da violência no Nepal.

E para missionários evangélicos como Kumar, as pressões vêm tanto do lado dos rebeldes maoístas como da polícia militar real do Nepal, que é leal ao rei. Qualquer tipo de ajuntamento é visto com suspeita pela polícia, sempre de olho nas guerrilhas. E os rebeldes maoístas vêem todo homem forte e sadio como um recruta potencial ou um patrocinador de sua causa. Os cristãos são, freqüentemente, pegos nesse meio.

Apesar dessas dificuldades, Kumar compartilhou o evangelho com mais de mil pessoas por meio do evangelismo pessoal no ano passado, e levou 209 delas para o Senhor. Ele continua a se encontrar em sua casa com muitos cristãos que moram próximos a ele.

Este foi o pedido de Kumar enquanto ele se preparava para voltar à sua aldeia, ainda hoje ocupada por Mao: "Por favor, orem por mim para que Deus abra as portas e mais pessoas sejam salvas. Por favor, orem para que nossas necessidades sejam supridas, porque estamos freqüentemente famintos. Por favor, orem por nós e por nosso país, e que nos seja dado encorajamento para avançarmos em Cristo".

Por causa de Kumar e de outros como ele, a luz de Jesus Cristo brilha intensamente no Nepal, em meio à instabilidade, oposição e terrorismo. Por favor, ore por esses cristãos.


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