Proclamando a paz em uma terra devastada

| 01/06/2005 - 00:00


"Se você é seguidor do cristianismo e espalha sua fé por aqui, terá de deixar esta aldeia", avisou um comandante maoísta.

Ministrando no Nepal, um país devastado pela guerra, o pastor Mangal, da agência missionária Gospel for Ásia (GFA), descobriu o que significa se achar no fogo cruzado entre o governo e os rebeldes maoístas.

Com contínuas ameaças para advertir o pastor Mangal do risco que corria sua vida se ele permanecesse na vila, ele continuou a servir seu Salvador, falando de Jesus e discipulando seu rebanho de novos convertidos.

Há poucos meses, o pastor Mangal estava voltando do mercado da aldeia, onde tinha ido comprar comida para sua família. Em um posto de controle do exército, um oficial nepalense quis saber o que ele estava carregando. O pastor explicou que a comida era para sua família, mas o oficial suspeitou que ele estava levando suprimentos para os maoístas e o agrediu violentamente.

O pastor Mangal ficou muito ferido e teve de ficar de cama por um mês. Assim que ele se recuperou, continuou a pregar o Evangelho, visitando várias aldeias.

Mais uma vez ele foi barrado pelo comandante maoísta, que ordenou que ele deixasse a vila. O comandante o espancou e o abandonou em um penhasco.

Porém, os fiéis da igreja do pastor Mangal vieram resgatá-lo, e cuidaram dele, providenciando medicação para seus ferimentos. Dessa vez o pastor teve de deixar a aldeia para ministrar em uma outra região, mas não o fez sem deixar alguém para continuar a obra: um seminarista recém-formado da própria aldeia ocupou seu lugar. O estudante está ciente dos perigos de pregar o Evangelho nessa região, mas ainda assim está desejoso de obedecer ao chamado de Deus, confiando que sua graça há de sustentá-lo.

Apesar do perigo, o pastor Mangal mantém a esperança de voltar à aldeia pela qual Deus fez com que se apaixonasse.

"Eu trabalhei para o Evangelho nessa região. Servi ao Senhor aqui com meu suor e meu sangue. Há 14 fiéis batizados nesta aldeia. Apesar de ter me mudado temporariamente, creio que a situação dessa nação se normalizará algum dia, e, outra vez, poderei servir ao meu Mestre e Salvador nesta aldeia", diz o pastor Mangal.

"Por favor, ore por mim", ele continua. "Seja o que for que me aconteça, tudo reputo como alegria, já que há um preço a pagar se nós amamos e servimos a Deus".

Por favor, ore por conforto e proteção para o pastor Mangal. Ore pelo crescimento do ministério que ele começou em outro lugar. Ore também pelo estudante recém-formado que levará adiante a obra que o pastor teve de deixar.


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