Entenda melhor a necessidade do trabalho com os jovens na China

| 11/03/2004 - 00:00


Uma professora de escola dominical fala sobre seu trabalho:  Sou filha de um fazendeiro, com uma perna inutilizada pela pólio. Meu marido leciona matemática na escola local. Temos uma filhinha de quatro anos. Vivemos como uma família feliz, servimos ao Senhor juntos.

Entretanto, as pessoas têm inveja de nós. Freqüentemente, ouço fofocas a respeito do nosso casamento. Ninguém me vê como uma pessoa capaz de fazer qualquer coisa direito.

Dois anos atrás, pedi para assumir o desafio da liderança do ministério infantil quando o líder saiu. Assumir a responsabilidade de ensinar na escola dominical foi uma grande luta para mim, assim me coloquei diante de Deus para buscar sua orientação em oração e súplica. Então a palavra do Senhor veio a mim por três vezes, Obediência é melhor que o sacrifício. Eu podia somente obedecer.

Ao longo dos últimos anos, recebi treinamento por duas vezes e dirigi sete sessões de treinamento na minha província e nas demais. Meu líder organizou a minha primeira classe antes que eu retornasse do meu próprio treinamento, e eu não tinha conhecimento disso. Todas as trinta pessoas que compareceram à minha primeira sessão se comprometeram a lecionar na escola dominical. Uma pessoa de 64 anos ainda queria se tornar um professor. Era clara a obra do Espírito Santo.

Numa outra vez, realizamos um encontro numa vila tão pobre que marido e esposa compartilhavam a mesma roupa para ir ao mercado. Cerca de vinte crianças deram suas vidas a Jesus no encontro. Lavamos também os pés uns dos outros e experimentamos um grande transbordamento do amor de Deus. Todos estavam em lágrimas. Abraçamos uns aos outros e oramos. Foi um momento glorioso.

Fui presa em outra vila onde estava liderando uma equipe de jovens em evangelismo de rua. Os oficiais da Agência de Segurança Pública interromperam a reunião que dirigíamos e prenderam a mim e a outros três líderes cristãos locais. O resto da equipe conseguiu escapar. Ficamos na prisão durante cinco dias. Durante aquele período, pudemos testemunhar aos prisioneiros bem como ao carcereiro. Trinta deles aceitaram Jesus como o seu Senhor e Deus. Os cristãos locais puderam realizar o discipulado com eles.

Recentemente, eu e meu esposo passamos quatro dias num retiro para casais com mais de dez casais. Foi a primeira experiência para todos nós. Agradecemos a Deus por esta oportunidade de receber amor, cuidados, encorajamento e confortantes palavras de garantia e esperança.  O retiro foi curto porque fui acusada por um membro da igreja de dizer coisas impróprias em um encontro anterior à nossa partida. Nosso líder me condenou publicamente sem antes checar os fatos. Isto me aborreceu e fiquei magoada.
 
O amor e aceitação de Deus através da equipe me tocaram e senti alegria e paz. Mas acima de tudo, me alegrei simplesmente por estarmos ambos longe de casa. Raramente tivemos a oportunidade de ministrar como casal. Foi um tempo recompensador e planejamos repetir a experiência novamente no futuro.

Nossa igreja ministra há nove anos e cresceu para 54 pontos de pregação. Temos 34 escolas dominicais com 115 professores alcançando setecentas crianças. Encontramo-nos mensalmente para cultivar a amizade, oração, planejamento e devocionais. Nossa meta para o ano é acrescentar mais escolas dominicais para que haja uma escola para cada um dos 54 pontos de pregação.


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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