Defendendo a minha fé

| 25/02/2004 - 00:00


Eu pertenço a uma grande família muçulmana. Sou o mais velho dentre oito irmãos. O meu pai era um empregado comum de uma família rica. Minha mãe era uma simples dona de casa. Houve momentos em que meus pais não puderam me dar a atenção que eu desejava. Ainda quando criança eu encontrei no Senhor Jesus Cristo o amor que procurava.

Vim a saber a respeito de Isa Almasih (Jesus Cristo) através de meus parentes que eram membros fiéis da uma igreja protestante em Siasi. Tudo começou com o meu amor por ouvir histórias. No primeiro domingo que fui à igreja já fui fisgado pelas histórias contadas. Tornei-me então um aluno regular da Escola Dominical. Eu achei as histórias bíblicas muito interessantes e por isso eu ouvia atentamente. Mal eu sabia que Deus estava levando-me ao conhecimento redentor do Salvador.

Eu tinha medo de admitir que já havia aceitado Isa em meu coração. Minha família, de origem muçulmana, certamente ficaria descontente em saber que eu me tornara como um dos nossos parentes a quem eles chamavam de bisaya, um termo pejorativo que quer dizer cristão ou kaffir, que quer dizer sujo. Minha fé cristã permaneceu firme, apesar da minha pouca idade e da pressão de alguns parentes.

Eu estava no colégio quando finalmente decidi contar à minha família a respeito da minha nova fé em Isa Almasih. Eu tive sorte de que meus pais têm a mente bastante aberta e não tão dogmáticos como os nossos parentes. Eles respeitaram a decisão que eu tomara e me avisaram para que não falasse sobre isso sempre que estivéssemos com parentes.

A perseguição tem sido sempre parte da minha jornada. Meus parentes religiosos mais fundamentalistas começaram a questionar-me e a pressionar a minha família. Eu ainda estava firme e não vacilava.

Eu cresci na minha vida cristã e isso ficou evidente na minha caminhada diária com Deus e no meu desempenho acadêmico. Minhas notas altas são um testemunho da bondade de Deus.

Certa vez encontrei a minha prima mais velha, que foi instrumento na minha conversão. Fiquei muito animado em compartilhar com ela sobre o que Deus fizera em minha vida. Ela me disse que desistira do cristianismo e voltara para o islamismo. Fiquei desanimado e chorei muito. Era doloroso vê-la retornar ao velho caminho e deixar a verdade. Nada pode ser mais trágico. Estou ainda mais convencido que tenho de ficar firme e sustentar a fé que professo.

Em 2001 eu pedi para ir como enfermeiro para a Arábia Saudita. Eu queria ajudar minha família financeiramente e pensei que trabalhar fora do país seria a melhor forma de fazê-lo. Eu apresentei todos os documentos e fiz todos os exames escritos e médicos. Eu tinha somente de ir para a minha entrevista final. Fui para a entrevista e entreguei meus documentos ao oficial saudita. Ele olhou para os meus documentos e pestanejou. Eu pensei que provavelmente algo estivesse errado com meus documentos. Ele olhou para mim e disse: Você pode mudar a resposta sobre a sua religião? É sabido que os muçulmanos têm preferência sobre os cristãos quando solicitam trabalho na Arábia Saudita. Fui pego de surpresa por seu comentário. Fiquei em silêncio por um momento. Então fiquei em pé e disse: Obrigado, Sr, mas sinto não poder fazê-lo. Naquele dia eu perdi o emprego, mas ganhei a honra maior para a glória de Deus.

O testemunho deste irmão tem tocado as vidas de outras pessoas. Um amigo da cidade de Zamboanga confidenciou-lhe: Eu me deparei com uma situação semelhante. Fui aconselhado a mudar minha religião de cristianismo para islamismo para que pudesse ser considerado para uma posição mais alta num trabalho no exterior. E ali estava eu, diante de uma situação financeira melhor se considerasse a mudança da minha religião para conseguir um tratamento preferencial. Finalmente, eu disse não.


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