Fanatismo religioso aumenta a onda de violência no país

| 29/10/2015 - 00:00


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O Supremo Tribunal do Paquistão confirmou a sentença de morte de Malik Mumtaz Qadri, de 30 anos, que assassinou o ex-governador Salmaan Taseer, do Punjab, uma província do país. Taseer era um muçulmano liberal, e foi morto no dia 4 de janeiro de 2011, por exigir alterações nas leis de blasfêmia.

Malik era um dos guarda-costas de Taseer, e era considerado um oficial da Força de Elite. Segundo relatórios, ele cometeu o crime por ter pontos de vista diferentes do governador. O fanatismo religioso está se espalhando pelo país de forma violenta. Os ativistas de direitos humanos e as minorias pedem a revogação destas leis, uma vez que elas têm sido amplamente utilizadas como uma ferramenta contra os pequenos grupos religiosos, em especial, os cristãos.

O ex-governador Taseer foi assassinado por defender uma mulher analfabeta e um pobre cristão paquistanês. O caso da Asia Bibi, também muito conhecido, teve uma condenação baseada nas leis atuais e seu recurso continua pendente na Suprema Corte, desde 2009.

O caso de Malik teve uma grande repercussão por que ele matou uma figura política em plena luz do dia, e por razões puramente religiosas. Mas há inúmeros outros casos com o mesmo pano de fundo. Crimes são cometidos contra pessoas que desafiam a lei simplesmente verbalizando qualquer palavra contra o islã, seu profeta ou o alcorão. Segundo as autoridades, um blasfemo merece a morte. Agora Malik, que foi recebido com pétalas de rosas no tribunal, é reverenciado por muitos como um herói que cumpriu seu dever religioso. Não deixe de orar por nossos irmãos paquistaneses e pela família de Taseer. Que mais pessoas como ele possam se levantar esta nação.


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