Encontro de patriarcas pode ter conotação política

| 20/03/2016 - 00:00


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No mês passado, o papa católico romano conhecido como Francisco e o patriarca ortodoxo russo Cirilo, se conheceram na capital cubana de Havana. Foi o primeiro encontro oficial entre um pontífice romano e um patriarca russo desde o ""Grande Cisma"" em 1054, um termo usado para identificar a divisão formal entre as igrejas cristãs do Oriente e do Ocidente. Ambos líderes estavam entusiasmados para o encontro que durou duas horas e ocorreu em uma sala do aeroporto de Havana, onde ambos desejaram o restabelecimento da unidade entre as igrejas que, de acordo com eles, ""é a vontade de Deus"", afirmaram em uma declaração conjunta.

""Realmente, o encontro foi histórico, mas eu tenho que concordar com uma análise afiada, escrita por Nina L. Khrushcheva, e que foi publicada no jornal turco Zaman, que afirma que o presidente russo Putin está por trás de tudo isso. Ela escreveu: ‘Para Putin, a reunião não poderia vir em melhor hora, com os altos preços do petróleo, o declínio dramático no valor da moeda local, várias sanções em curso, além das imagens cada vez mais sangrentas vindas da Síria’. Como disse Nina, ele está desesperado por notícias positivas e a imagem de dois vigários, como aliados espirituais e políticos é muito bem vinda"", comenta um dos analistas de perseguição.

A Rússia não está entre os 50 países que fazem parte da Classificação da Perseguição Religiosa, mas em 2016 ficou na posição 57, o que significa que ele apresenta fatores que o enquadram no contexto da perseguição aos cristãos, tendo como principais fatores a paranoia ditatorial e o extremismo islâmico. Sob a presidência de Wladimir Putin, as restrições ao cristianismo e à igreja cristã são cada vez mais introduzidas na legislação.?Um relatório do Departamento de Estado dos EUA, no ano de 2014, criticou severamente a Rússia por seu tratamento para com os grupos religiosos minoritários, predominantemente cristãos. Ore por essa nação.

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