Cristãos são atingidos por conflitos de grupos extremistas

| 08/08/2016 - 00:00


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A situação da igreja na República Centro-Africana é alarmante. Falta segurança nas ruas e os conflitos entre grupos armados são cada vez mais frequentes. Logo no início do segundo semestre, houve novos confrontos entre o grupo extremista Seleka e o anti-Balaka, na cidade de Bambari, onde 12 pessoas morreram. A situação fez com que milhares de cristãos fugissem para países vizinhos. Não se sabe ao certo se os conflitos foram causados por algumas questões entre os agricultores e os pastores de gado que atuam no Noroeste do país, ou se foi por causa do assassinato de um importante empresário da cidade.

A questão é que, independente da origem dos conflitos, os cristãos sentirão na pele as consequências, pois os grupos minoritários estão sempre vulneráveis. Para piorar a situação, a França anunciou o fim da missão militar dentro da República Centro-Africana. Os soldados franceses cumprem uma missão de paz no país, que vai durar até outubro desse ano, e depois disso a Segurança será assumida somente pelos soldados da ONU.

A República Centro-Africana, país que ocupa a 26ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa, apresenta um contexto de guerra e a rebelião do grupo Seleka causou uma violência excessiva contra a população cristã do país entre os anos de 2012 e 2014. Há indícios de que esse cenário possa se repetir em 2016. A população é predominantemente cristã, e mesmo assim, os cristãos são obrigados a fugir de suas aldeias por conta do extremismo islâmico. A saída dos soldados franceses pode afetar ainda mais a situação da igreja no país.

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