Cristãos marroquinos levantam a voz por seus direitos

Minoria de menos de 1% da população, cristãos enfrentam desafios para viver a fé em liberdade

| 29/10/2018 - 00:00

As poucas igrejas que têm templos oficiais são as católicas (como esta), formadas por estrangeiros

As poucas igrejas que têm templos oficiais são as católicas (como esta), formadas por estrangeiros


No país 99% muçulmano, o islamismo é considerado a religião oficial e o rei Mohammed VI carrega o título de “Príncipe dos fiéis”. Este é o Marrocos, onde os cristãos somam menos de 1% da população e enfrentam “marginalização e exclusão”, conforme afirma Jawad Hamidi, do Comitê Marroquino de Minorias Religiosas. Segundo ele, as minorias enfrentam uma série de problemas, apesar da visão positiva do rei em relação ao pluralismo religioso.

O número estimado de cristãos marroquinos é de dois a seis mil, os quais têm se pronunciado mais sobre sua situação. Um porta-voz da Coalizão Nacional de Cristãos Marroquinos, formada em 2017, diz: “Estamos pedindo o direito de dar nomes cristãos aos nossos filhos, de cultuar em igrejas, ser enterrados em cemitérios cristãos e casar de acordo com nossa religião”.

O medo do governo e pressão cultural, social e familiar levam minorias religiosas a se reunir discretamente nas casas dos membros. Liberdade de expressão é geralmente respeitada no Marrocos, desde que nem o islamismo, nem a monarquia, nem a integridade territorial sejam criticados. No entanto, os cristãos ainda enfrentam vários tipos de pressão.

Novos convertidos ao cristianismo também passam por intimidação por parte da família e de forças de segurança, enquanto os tribunais continuam a condená-los e prendê-los em julgamentos injustos. De acordo com o artigo 220 do Código Penal, qualquer tentativa de impedir que alguém exerça suas crenças religiosas é ilegal, podendo ser penalizado com prisão ou multa. A mesma penalidade é atribuída a qualquer um que “abale a fé de um muçulmano” ou o converta a outra religião.

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