Cristão é condenado por blasfêmia no Egito

Ele foi culpado por desprezar o islã, religião oficial do país

| 14/02/2022 - 16:30

Uma lei é usada para silenciar as minorias religiosas no Egito (foto representativa)

Uma lei é usada para silenciar as minorias religiosas no Egito (foto representativa)


Um cristão copta foi condenado a cinco anos de prisão por blasfêmia no Egito. As informações vieram da ONG Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais (EIPR, da sigla em inglês), que o representou durante o julgamento. 

No dia 29 de janeiro, o Tribunal Econômico do Cairo considerou Marco Gerges culpado por “desprezar o Islã”, “explorar a religião na promoção de ideias extremistas” e “infringir os valores da vida familiar egípcia”. Em junho de 2021, Gerges foi detido sob a suspeita de ter imagens de cunho sexual em seu aparelho celular, o que é tido como desrespeito à religião islâmica. Porém, os reais motivos e como aconteceu a detenção ainda não ficaram claros. 

De acordo com o EIPR, Gerges foi acusado de cometer crimes cibernéticos no Egito e uso da religião para promover o pensamento extremista. Porém, o cristão copta e a defesa dele não tiveram oportunidade de defesa. O EIPR é um dos poucos grupos de direitos humanos remanescentes no Egito, após o golpe militar que derrubou o presidente Mohamed Morsi. 

Leis de blasfêmia 

Uma lei que proíbe criticar e “desrespeitar” religiões é repetidamente usada para silenciar as minorias religiosas do Egito. Entre 2014 e 2018, as leis de blasfêmia tornaram o país “um dos piores ambientes para a aplicação de tais leis” globalmente, garante um relatório da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional. 

Desde o início de 2021, houve pelo menos três casos semelhantes ao de Gerges, nos quais os tribunais recorreram a “leis inconstitucionais e exageradas, como a blasfêmia ou a violação de valores familiares e sociais”, disse o EIPR. 

O Egito é o 20º país na Lista Mundial da Perseguição 2022. A perseguição aos cristãos acontece principalmente no nível da comunidade. Os incidentes podem variar desde mulheres cristãs sendo assediadas enquanto caminham na rua até comunidades cristãs expulsas de casa por multidões extremistas. Durante o período de pesquisa e relatório da lista, que foi até o dia 30 de setembro de 2021, pelo menos oito cristãos foram mortos no país e mais de 50 foram atacados por causa da fé. 


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