Contando às crianças sobre a perseguição

| 12/10/2014 - 00:00


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A própria Cláudia conheceu a Igreja Perseguida em novembro de 2012, em um acampamento do ministério de jovens da Portas Abertas, o underground. Profundamente marcada pela realidade dos cristãos perseguidos, Cláudia buscou formas de apresentar o assunto à sua igreja.

Sua estratégia foi direcionada às crianças. “Fui a um culto com a camiseta marrom do underground e uma criança me perguntou o que aquilo significava. Eu expliquei o conceito, a perseguição. Enquanto explicava, outras crianças chegaram mais perto pra ouvir”, conta Cláudia. A estampa da camiseta diz: “Precisamos viver uma vida mais revolucionária que os revolucionários”, frase atribuída ao Irmão André, fundador da Portas Abertas.

Cláudia trabalha no ministério infantil de sua igreja, a Assembleia de Deus Itaquera - setor 9, Ministério Belém. Nos cultos, durante a pregação, as crianças vão para o culto infantil. Lá, Cláudia contou sobre a Casa Abrigo Visão Ágape, um internato mantido pela Portas Abertas no interior da Colômbia, que abriga crianças que são vítimas diretas ou indiretas da perseguição religiosa. Cerca de 50 crianças vivem e estudam ali.

Depois de apresentar a história dessas crianças colombianas, Cláudia disse aos seus alunos que poderiam confortar aqueles irmãozinhos de outro jeito além da oração. Propôs que eles fizessem desenhos e escrevessem algumas mensagens de apoio aos alunos da Casa Abrigo. As cartas foram entregues ao escritório da Portas Abertas Brasil e embarcaram para a Colômbia dentro das malas de um grupo de viajantes que visitou o país em julho de 2013.

As cartas
A experiência despertou uma enorme curiosidade nas crianças, não apenas em relação à Colômbia, mas a toda a Igreja Perseguida. “Eles ficam perguntando: ‘E o Kim [presidente da Coreia do Norte], como ele tá? Ele ainda é o presidente de lá?”, relata Cláudia.

Outra coisa que as crianças queriam saber é se as crianças colombianas teriam mesmo recebido suas cartas. Um dia, a resposta chegou.

As professoras do culto infantil prepararam um culto missionário. Exibiram o vídeo Crianças da Colômbia e contaram o testemunho de Sofia, que perdeu seus pais em 2009. Os pais de Sofia eram líderes da Assembleia de Deus La Esmeralda, no Departamento de Arauca, e foram assassinados por guerrilheiros.

Depois disso, Cláudia entregou um grande tesouro: 25 cartas feitas pelas crianças da Casa Abrigo, uma para cada criança da Assembleia de Deus em Itaquera.

“Eu disse que tinha um presente de agradecimento da Colômbia. Elas se surpreenderam e me perguntaram: ‘É alguma coisa das crianças pra quem a gente escreveu a carta? Você tem notícias?’. Quando entreguei as cartas, elas se sentiram mais tocadas. Mas não pararam de perguntar: ‘Está escrito em português? Como a gente vai entender?’”.

“Tem crianças que vestiram a camisa de verdade”, conta Cláudia. “Elas dizem que, quando crescerem, querem fazer alguma coisa pela Igreja Perseguida”. E elas despertaram o interesse em seus pais, que agora perguntam à Cláudia porque é que seus filhos estão tão interessados na Colômbia e na Coreia do Norte.

Você também pode fazer algo!
Confira as campanhas de cartas que estão no ar e participe! Neste Dia das Crianças, inspire-se nelas para servir à Igreja Perseguida.


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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