Irmandade Muçulmana ocupa cidade do Egito

Devido à violência, 350 famílias cristãs já deixaram a cidade de Alarixe, na península do Sinai

| 06/09/2018 - 00:00

Ore por essa família, cujo pai for morto por causa da fé em Cristo

Ore por essa família, cujo pai for morto por causa da fé em Cristo


A ação do Estado Islâmico (EI) no Iraque e Síria é bem conhecida das pessoas. A maioria sabe que milhares e milhares de cristãos tiveram que fugir de casa e se refugiar em outros países ou em outras cidades em seu próprio país. O que poucos sabem é que cerca de 350 famílias cristãs já tiveram que deixar suas casas na região do Sinai, no Egito, devido à ação de um grupo extremista islâmico.

Para os que fugiram da pequena cidade de Alarixe, voltar não é uma opção, pois os que retornam podem ser mortos. Foi o que aconteceu com o marido de Hale e pai de Bishoy, 13, e Paulo, 8. Nabil, que era diácono da igreja, foi morto a tiros em 6 de maio de 2017. E ele não foi o único. Oito homens cristãos foram mortos entre final de 2016 e início de 2017 na cidade.

Fuga devido a ameaças
Hale, que é de Alarixe, conta como eles viviam em paz com os vizinhos muçulmanos até que a Irmandade Muçulmana (grupo extremista islâmico aparentemente associado ao EI) ocupou a região em 2011. Eles começaram a ameaçar os cristãos, dizendo que teriam que sair, se converter ou morrer. Após a morte dos sete homens em um curto espaço de tempo, os cristãos começaram a fugir da cidade. A família de Nabil foi uma delas.

O governo lhes deu um pequeno quarto em um albergue de jovens na cidade de Port Said, na costa norte do país. Eles ficaram lá por três meses sem nenhuma fonte de renda, pois Nabil não encontrou nenhum tipo de emprego. Então decidiu voltar a Alarixe para reabrir sua loja por algumas semanas e ganhar algum dinheiro. Ele achava que já estava seguro por lá. Mas estava enganado.

“Feliz aquele que permanece vigilante”
Quatro dias após seu retorno, homens mascarados aparecerem em frente à sua loja, perguntando: “Por que você voltou?”, e então atiraram nele. O único consolo para a família é saber que Nabil está com Jesus agora, pois era um homem que aguardava o Senhor. Ele lia a Bíblia com os filhos todos os dias. “Um pouco antes de ser morto, ele leu Apocalipse 16.15, que diz: "Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha".

Hale nos conta que Paulo nunca fala sobre o pai e não permite que a mãe fale. Bishoy fala, mas sempre chora quando o faz. “A professora de Bishoy pediu para as crianças que tinham perdido um dos pais ficar de pé, mas Bishoy ficou sentado, pois disse ‘Jesus é meu pai e meu pai terreno não está morto, está vivo no céu’”. Algo que os impactou é que uma planta bem verde está crescendo no lugar onde Nabil foi encontrado morto. “Ela cresceu bem no cimento, sem água”, diz o pequeno Paulo, que sabe que o pai estava pronto para morrer por Jesus.

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