Com o fim da perseguição, os cristãos da Rússia se acomodam

| 20/02/2015 - 00:00


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Durante a juventude de Victor Ignatenkov, sob o regime soviético, os cristãos somente podiam se reunir para cultuar.
Não havia escola dominical.

Não havia estudo bíblico no meio da semana.

E, definitivamente, não havia proselitismo.

Hoje, Victor, aos 59 anos, disse que é livre para conduzir a atividade que quiser como pastor da Igreja Batista Central de sua cidade natal, Smolensk, situada entre as capitais da Rússia e da Ucrânia, e como bispo regional da União Russa de Cristãos Batistas Evangélicos. A união é um grupo de igrejas protestantes que começaram a surgir na Rússia há 150 anos como alternativa à instituição Ortodoxa-Russa.

O Programa Pacificador Internacional  da Igreja Presbiteriana dos EUA financiou sua viagem ao país, que incluiu passagem por Tennessee, Pensilvânia, Oklahoma e vários outros estados.
 
Por intermédio de um tradutor, Victor restringiu-se a discutir sobre o relacionamento próximo do presidente Vladimir Putin com a Igreja Ortodoxa Russa. Putin ajudou a ressuscitar a igreja que fora massacrada pelo Estado. E, embora não haja religião oficial no país, a Igreja Ortodoxa recebe tratamento preferencial.

“Putin pode professar a fé que quiser”, diz Victor. “Mas o que importa para nós, o que valorizamos é que, como presidente, ele mantenha uma posição neutra. Nós não experimentamos limitações governamentais porque somos batistas”.

Nem todos os líderes de igreja podem dizer o mesmo.

Confira amanhã, no site da Portas Abertas, a segunda matéria deste especial.


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