China volta atrás em proibição de venda de Bíblias

Governo diz garantir a liberdade religiosa dias após proibir a venda de Bíblias on-line

| 07/04/2018 - 00:00

Bíblia do histórico Projeto Pérola

Bíblia do histórico Projeto Pérola


No final de semana passado, o governo chinês anunciou a proibição de lojas on-line venderem Bíblias. A medida começou a ser implementada no começo da semana. Na terça-feira (3), buscas pela Bíblia em sites de grandes lojas na internet vinham vazias, conforme informou o The New York Times. Mas na quarta-feira (4), o governo apresentou um documento de políticas sobre religião, garantindo a “proteção” da liberdade religiosa.

Uma fonte local disse que eles não estavam conseguindo encontrar ou baixar Bíblias em plataformas conhecidas como Amazon, por exemplo, e que outras pessoas tiveram experiências parecidas acessando as redes sociais. Esses desenvolvimentos seguem-se à implementação de novos regulamentos sobre religião em fevereiro. Alguns líderes religiosos chineses consideram violar a liberdade religiosa.

Governo define a China com um país multirreligioso

O documento intitulado “Políticas e Práticas da China para Proteger a Liberdade de Religião e Crença” foi apresentado pelo Escritório de Informação do Conselho Estadual numa coletiva de imprensa, após a dissolução do Escritório de Assuntos Religiosos. De acordo com Bernardo Cervellera, escrevendo para o site AsiaNews, o documento do governo sinaliza uma mudança em relação à filosofia marxista que define religião como “o ópio do povo”, ao definir a China como um “país multirreligioso desde tempos antigos”. No entanto, o documento do governo acrescentou que “orientação ativa” era necessária, de modo que as religiões possam “se adaptar à sociedade socialista”.

O documento de políticas do governo afirma que há cinco religiões reconhecidas na China, com um total de 200 milhões de fiéis, sendo 30 milhões de protestantes e 6 milhões de católicos. Mas Cervellera diz que esses números são baseados apenas nas igrejas formais, registradas, pois alguns estimam que haja essa mesma quantidade de cristãos (católicos e protestantes) nas igrejas subterrâneas e não-oficiais. Em outubro, a Portas Abertas reportou que estimativas apontam que o número de cristãos pode chegar a 247 milhões em 2030, fazendo da China a maior igreja do mundo.

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