Causa de cristãos ex-muçulmanos não é julgada

Juízes da Corte Federal concluíram que questões religiosas devem ser julgadas pela sharia, e não pelas cortes civis

| 18/03/2018 - 00:00

Ore por livramento para os cristãos perseguidos na Malásia (Foto representativa por razões de segurança)

Ore por livramento para os cristãos perseguidos na Malásia (Foto representativa por razões de segurança)


No final de fevereiro, a Corte Federal julgou o caso de três cristãos ex-muçulmanos e uma cristão malaio em Sarawak. A questão é a legalidade da conversão deles ao cristianismo. A conclusão a que os juízes chegaram é que as cortes civis não têm jurisdição para lidar com esses casos religiosos. E que eles devem, portanto, ser levados às cortes da sharia (conjunto de leis islâmicas) para saber se serão autorizados a deixar o islã ou não.

Após o veredito, as redes sociais borbulharam com muitas pessoas compartilhando que era um dia muito triste para a Malásia. Um cristão escreveu: “É necessário levar esses casos para serem julgados pela sharia. Que juiz muçulmano vai advogar por eles? Que juiz da sharia ousaria colocar sua cabeça a prêmio e dizer ‘sim’ para a conversão ao cristianismo?”.

O cristão malaio no caso é o líder religioso Simon Poh, que foi humilhado diante da Corte Federal. O vídeo sobre o episódio também viralizou nas redes sociais. Depois ele escreveu: “Só para confirmar, eu estou bem. Houve comoção na corte e a multidão estava turbulenta após o julgamento, mas alguns bons muçulmanos me escoltaram na saída do tribunal”.

Política X religião

Logo depois, começaram a surgir posts sobre Baru Bian, um político do partido da oposição. Ele foi acusado de ser o líder de um movimento evangélico que converte pessoas do islamismo. Seu escritório de direito tem ajudado os três cristãos ex-muçulmanos. No dia seguinte, ele informou que estava recebendo ameaças de morte. Posts nas redes sociais diziam: “Baru Bian deve ser morto a todo custo”.

Na Malásia é comum que questões religiosas e políticas se misturem. Ore por essa situação, que tem ficado mais e mais acirrada. Clame para que não se desenvolva em um confronto entre cristãos e muçulmanos, especialmente neste ano de eleições gerais no país. A Malásia ocupa a 23ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018 e os cristãos perseguidos precisam das nossas orações. Que Deus seja o advogado deles em todas as causas.

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